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terça-feira, 31 de maio de 2011

De volta ao Brasil aos 41, Fofão tem fome de bola e nem pensa em parar


Fofão está de volta ao Brasil. Ainda sem clube definido para a disputa da próxima Superliga, a única certeza que a levantadora tem é que a aposentadoria é uma realidade distante. Aos 41 anos, a campeã olímpica em 2008 acredita que ainda tem muito a contribuir com o vôlei do país.
- A cada ano que passa estou me sentindo melhor e, ao invés de pensar em parar, fico com mais vontade de jogar. Enquanto estiver me sentindo bem, vou continuar. Acho que tenho muita coisa para fazer ainda. Não falo com certeza por quanto tempo ainda jogo porque nem eu mesma sei dizer. Mas quando parar, vou parar mesmo e acabou. Na seleção todos achavam que eu voltaria, e até agora não voltei porque decidi mesmo que seria assim. Quando eu tomar uma decisão, vai ser a definitiva. Não quero ficar pensando e depois me arrepender.
A paulista, que na última semana participou pela primeira vez de um congresso da FIVB (Federação Internacional de Voleibol) na República Dominicana como demonstradora, conversou com o GLOBOESPORTE.COM sobre a falta de renovação em seu setor na seleção brasileira que, desde sua saída, ainda não tem uma titular absoluta. A jogadora também fez um balanço do ano que passou na Turquia sob o comando do técnico José Roberto Guimarães e disse que nunca pensou em ser treinadora. Confira a entrevista completa.
GLOBOESPORTE.COM: Como você avalia a temporada pelo Fenerbahçe? O que teve de melhor e pior nessa experiência?
A experiência foi boa. Foi minha primeira vez no voleibol de lá. Fiquei encatada com tudo, com a estrutura, em trabalhar com as jogadoras estrangeiras... Todos foram muito atenciosos comigo e ganhei muitas coisas boas. Ser reserva agora no final foi a parte mais complicada. Enquanto estávamos na Champions League eu jogava o tempo todo, mas a partir do momento em que jogamos só a liga turca o time teve muitos problemas de contusão das jogadoras turcas. Isso dificultou mais ainda para que tivesse o revezamento. A necessidade de atacantes foi maior do que uma levantadora. O Zé deu preferência para repor o ataque com as estrangeiras, e o time também contava com levantadora da seleção turca. Isso dificultou.
E como foi a sua relação com o Zé Roberto após tanto tempo sem trabalharem juntos em um clube?
A nossa relação foi tranquila. Estou em um estágio mais amadurecido e não levei tanta bronca, tanto puxão de orelha. Eu sabia o que tinha que fazer, e foi tranquilo. Convivência bastante foi bastante calma, estávamos há muito tempo sem trabalhar em clube.
A condição de reserva no final da temporada foi determinante para a sua decisão de retornar ao Brasil?
Eu gostei muito de lá (da Turquia) e me aposentaria lá com a maior tranquilidade. É um lugar bom de viver. Mas esse ano ia reduzir mais ainda a cota de estrangeiras, com só duas em quadra, e ia ficar mais difícil. Sempre tive vontade de voltar a jogar no Brasil. Nunca tive nem vontade de sair, mas às vezes ficamos sem opção e acabamos tendo que fazer. O melhor lugar é a casa da gente.
Você já está com 41 anos. Já marcou data para se aposentar ou acha que ainda tem estrada pela frente?
Vou deixando acontecer, não tenho previsão. Um atleta não tem como pensar nisso. A cada ano que passa estou me sentindo melhor e, ao invés de pensar em parar, fico com mais vontade de jogar. Enquanto estiver me sentindo bem, vou continuar.
Seu nome tem sido especulado em diversas equipes da Superliga. Já tem alguma negociação encaminhada de fato?
Ainda vou sentar e conversar, mas ainda não tem nada certo. Agora é esperar e ver o que pode aparecer.
Você considera que o alto salário possa ser um entrave para disputar a Superliga? 
Não me considero uma jogadora cara. Sou uma jogadora de sete pontos (de acordo com o ranking da CBV). Essas jogadoras tem um teto, uma média de salário, e estou no mesmo nível de qualquer jogadora de sete pontos. Se for olhar, todas têm o mesmo salário. Falam muita coisa que não é verdade e essa interferência, essas opiniões atrapalham minha conversa com alguns clubes. Nunca pedi nada que fosse absurdo em relação à realidade do Brasil. Jamais pediria algo absurdo.
Desde que você se aposentou da seleção brasileira, nenhuma levantadora se firmou. Acha que o setor sofre com uma carência na base? Falta oportunidade?
A oportunidade de se firmar elas estão tendo agora. Isso nunca aconteceu antes devido à falta de renovação, devido à seleção ter ficado tanto tempo com a mesma levantadora. Isso dificultou para que agora as atuais tivessem mais experiência, tivessem rodado mais. Tem que ter calma e paciência. A seleção tem jogadoras com muita experiência, e as levantadoras talvez não estejam no mesmo ritmo. Mas, jogando junto, disputando competições internacionais, vão ganhar experiência e a titular vai aparecer.
A Fernanda Venturini abandonou a aposentadoria e vai ser mais uma veterana na Superliga. Recebeu com surpresa essa notícia da volta dela às quadras?
Normal. Cada um tem sua opção. Se ela está com vontade tem que respeitar e torcer para que dê tudo certo.
Você não marca a sua aposentadoria justamente para evitar recuar da decisão?
Vôlei é algo de que eu gosto muito. Para deixar seleção foram quatro anos me preparando. Para deixar de jogar totalmente tenho que sentir muito que não dá. Acho que tenho muita coisa para fazer ainda. Não falo com certeza por quanto tempo ainda jogo porque nem eu mesma sei dizer. Mas quando parar, vou parar mesmo e acabou. Na seleção todos achavam que eu voltaria, e até agora não voltei porque decidi mesmo que seria assim. Quando eu tomar uma decisão, vai ser a definitiva. Não quero ficar pensando e depois me arrepender.
Na última semana você participou de um congresso na República Dominicana como demonstradora. Já tinha tido uma vivência assim?
Recebi o convite da Federação Internacional (FIVB) e da confederação do país. Foi muito bacana. Fui como demonstradora e também falei um pouco da minha experiência. Foi uma troca muito boa e pude mostrar para pessoas de vários países porque já fui considerada a melhor levantadora do mundo. Para eles também foi uma alegria, viram que minha carreira era longa e vitoriosa.
Também tirou alguma lição dessa experiência?
Sempre aproveito em tudo que faço para aprender também. Ficaram na pressão falando para eu ser treinadora, mas nunca pensei nisso. Viram que eu tinha muita coisa para ensinar, para passar, muita vivência. Acho que aprendi muita coisa nesses dias, foram muito positivos.
Fofão Congresso vôlei FIVB (Foto: Divulgação / FIVB)
Fofão foi demonstradora em um congresso da FIVB na última semana (Foto: Arquivo pessoal)
Fofão vôlei Fenerbahçe contrato (Foto: Divulgação )
Fofão no dia da assinatura de contrato com o time de vôlei do turco Fenerbahçe (Foto: Divulgação )
Zé Roberto, Fofão e Alex festa Ano Novo (Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)
Ao lado do marido, Fofão posa com o técnico que lhe deu o apelido pelo qual ficou mundialmente conhecida em festa de revéillon na Turquia (Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)
Fofão são caetano vôlei (Foto: Divulgação)
São Caetano foi a última equipe de Fofão na Superliga feminina  (Foto: Divulgação)
Fofão vôlei seleção (Foto: EFE)
Fofão é carregada pelas companheiras após o ouro em Pequim: despedida em grande estilo (Foto: EFE)
Fonte:





quarta-feira, 18 de maio de 2011

A vida dupla de Ellyse Perry

Australiana está perto de disputar sua 2ª copa em esportes diferentes (Getty Images)Ela tem apenas 20 anos, mas já causa sensação no mundo esportivo: Ellyse Perry é um caso raríssimo de atleta que se dedica a duas modalidades simultaneamente. E no dois casos, com sucesso. Desde 2007, ela é convocada com regularidade para as seleções australianas de críquete e de futebol. E daqui a dois meses pode alcançar um feito histórico: participar de duas Copas do Mundo em esportes diferentes. A primeira foi a de críquete, em 2009. Agora ela aguarda a convocação para a Copa da Alemanha de futebol feminino — a lista sai no fim do mês. A zagueira do Canberra United está no grupo de 26 pré-selecionadas, e no último domingo entrou no segundo tempo do amistoso contra a Nova Zelândia. Se for à Copa, Ellyse terá pela frente o Brasil de Marta logo na estreia, dia 29 de junho. Os dois países estão no grupo D. 

Porto melhor que o Barcelona Muito se falou do Barcelona este ano, mas ali do lado, em Portugal, um time fez uma campanha ainda mais espetacular do que os catalães. Campeão português invicto, o Porto repetiu o feito do Benfica em 1972/73. Com 27 vitórias e três empates, o time de André Villas-Boas conquistou 93,3% dos pontos disputados, aproveitamento melhor que o do Barça, que terá no máximo 84,2% no Espanhol. Para coroar, só falta o título da Liga Europa. A final é hoje, contra o Braga. 

River Plate na pior 
Na Argentina, o rebaixamento é determinado pela média de pontos dos últimos três anos. Mesmo com esse sistema, que protege os grandes, o River Plate já está correndo risco de cair. A cinco rodadas do fim, o time está perto da zona de degola. 

Emoção na Turquia 
A rodada final do Campeonato Turco promete ser emocionante. Fenerbahçe e Trabzonspor estão empatados na liderança, com 79 pontos. Domingo, ambos jogam fora de casa, contra Sivasspor e Karabukspor, respectivamente. O Fener garante a taça se vencer. 

Perigo à vista A queda do West Ham para a Segunda Divisão inglesa deve ter deixado a polícia local atenta. O motivo é o reencontro com o grande rival Millwall. O histórico de confrontos violentos entre as duas torcidas é tão grande que até inspirou o filme "Hooligans".





Fonte:
http://oglobo.globo.com/blogs/planetaquerola/posts/2011/05/18/a-vida-dupla-de-ellyse-perry-380999.asp

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