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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

BC faz operação no mercado futuro que tende a amenizar alta do dólar


Com a persistente alta do dólar, que está oscilando nesta quinta-feira (22) ao redor de R$ 1,90, o Banco Central anunciou que realizaria a oferta de contratos de "swap cambial" tradicionais - que equivalem à venda de divisas no mercado futuro.
Do valor de até US$ 5,6 bilhões da oferta em contratos de "swap", US$ 2,71 bilhões (cerca de metade da oferta), foram vendidos pelo BC. Após o fim do leilão, o dólar diminuiu sua alta frente ao fechamento desta quarta-feira (R$ 1,85). Depois da abertura, na manhã de hoje, chegou a ser cotado em R$ 1,95.
Este tipo de operação, que tende a amenizar as pressões de subida do dólar no mercado à vista, não era realizado desde 26 de junho de 2009, quando o Brasil ainda sentia os impactos da primeira etapa da crise financeira internacional.
Os "swaps cambiais" são contratos entre o Banco Central e instituições financeiras no mercado futuro, negociados via BM&FBovespa, nos quais a autoridade monetária é vendedora de dólar a uma determinada taxa pré-estabelecida. Nesta quarta-feira, a autoridade monetária já havia informado que deixaria de rolar vencimentos de contratos de "swap cambial reverso" - que equivalem à compra de moeda norte-americana no mercado futuro.
Posição comprada do BC
Até esta quarta-feira (21), o BC ainda estava "comprado" em US$ 8,34 bilhões no mercado futuro de câmbio. Com a não rolagem dos vencimentos, e agora com o reinício da venda de contratos de "swap cambial", essa posição recuará.
Em outubro, novembro e dezembro, respectivamente, vencem US$ 1,98 bilhão, US$ 910 milhões e US$ 150 milhões em contratos de "swap cambial reverso". A posição comprada da autoridade monetária no mercado futuro voltou a crescer somente em 2011, ou seja, com o início do mandato da presidente Dilma Rousseff e, também, de Alexandre Tombini no comando da autoridade monetária.
Até o fim do ano passado, o Banco Central estava "zerado" no mercado futuro, ou seja, sem operações ativas. Entretanto, com a forte entrada de divisas na economia nos primeiros meses deste ano, a autoridade monetária voltou a ofertar contratos de "swap cambial reverso" - apesar da reticência de alguns analistas sobre a eficácia deste tipo de atuação na cotação do dólar.
Fluxo cambial
Números divulgados pela autoridade monetária também nesta quarta-feira revelam que os dólares continuaram ingressando na economia brasileira em setembro, embora o ritmo de entrada de divisas no país tenha caído na semana passada. A entrada de recursos no país, segundo analistas, teoricamente favoreceria a queda do dólar, e não o seu aumento.
Especialistas, entretanto, apostam que a alta do dólar, verificado nos últimos dias, seria transitória. Sidnei Moura Nehme, da NGO Corretora, argumenta que a alta recente do dólar está ligada a especulações justamente no mercado futuro (derivativos) - no qual o BC acabou de informar que não ofertará mais contratos de "swap cambial reverso".
"A alta que verificaríamos seria pontual e não sustentável. No nosso ponto de vista, nada mudou em perspectiva, não teremos nenhum terremoto e nem se justificam os alaridos magnânimos que assistimos, ouvimos e lemos hoje em torno do assunto. Não há, no nosso entendimento, fundamentos críveis que possam levar o real a uma depreciação expressiva, e, dentro do conceito flutuante, deve ter a curva apontando para um preço no intervalo de R$ 1,60 a R$ 1,65 ao final do ano", avaliou Nehme em comunicado.
Fonte:

Mercados

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Crise financeira pode gerar aumento da inadimplência no país, alerta BC

O Banco Central alertou nesta terça-feira (20) que a crise financeira internacional pode resultar em aumento do desemprego e queda da renda no Brasil, o que, por sua vez, pode aumentar a inadimplência das pessoas físicas levando em conta "o crescente endividamento das famílias nos últimos anos".



O alerta foi feito por meio do relatório de estabilidade financeira, no qual o Banco Central analisa a situação do sistema financeiro nacional. "Os cenários de curto e de médio prazo podem apresentar desafios às instituições do sistema bancário, dependendo principalmente da repercussão interna dos desdobramentos associados ao cenário financeiro internacional", avaliou a autoridade monetária no documento.
Embora o risco do aumento da inadimplência seja baixo para o sistema financeiro como um todo, em termos de "liquidez" (recursos disponíveis),  diz o BC, a distribuição não é uniforme entre as instituições. Dessa forma, argumenta o BC, uma eventual restrição [de liquidez, ou seja, de acesso a recursos] pode resultar em situação de relativo estresse para algumas instituições", informou a autoridade monetária.
No crédito às empresas, acrescentou o Banco Central, ganharam relevância as operações destinadas às pessoas jurídicas de menor porte. "Apesar da salutar desconcentração do crédito, historicamente, a inadimplência desse segmento é mais sensível a variações no ambiente macroeconômico", avaliou a instituição.
Nesse contexto, segundo a autoridade monetária, cabe às instituições financeiras "dimensionar de forma correta o risco resultante na carteira, aperfeiçoando os modelos de concessão e gerenciamento de riscos, de forma a mitigar perdas por atrasos ou risco de inadimplência".
O último dado divulgado pelo Banco Central sobre a taxa de inadimplência das pessoas físicas e das empresas revela que ela atingiu, em julho, 5,2% - permanecendo, assim, no patamar mais elevado desde fevereiro de 2010, quando estava em 5,3%. A inadimplência medida pela autoridade monetária refere-se a operações com atrasos superiores a 90 dias.
Fonte:

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Delegado vê elo entre assassinato de prefeito em MT e assalto ao BC


O assassinato do prefeito de Nova Canaã do Norte pode estar relacionado com a compra de um prédio que pertencia à família de um dos integrantes da quadrilha que assaltou o Banco Central de Fortaleza, no Ceará. Esta é uma das linhas de investigação seguidas pela Polícia Civil, de acordo com o delegado Josué de Jesus, um dos responsáveis pelo caso.
O prefeito Antônio Luiz César de Castro foi assassinado com sete tiros enquanto participava de uma festa na noite desta sexta-feira (5) em Nova Canaã do Norte. O delegado Josué de Jesus explicou a possível ligação entre a morte do prefeito e o assalto ao Banco Central. "Na cidade de Nova Canaã do Norte residem familiares de um dos ladrões que furtaram o Banco Central em 2005. Com o dinheiro do assalto foram adquiridos imóveis na cidade. Posteriormente, esses imóveis foram leiloados pela Justiça", disse o delegado. Segundo a Polícia Civil, pessoas próximas ao prefeito teriam recebido ligações com ameaças a quem comprasse o imóvel.

Entre os imóveis leiloados está um prédio que o prefeito arrematou durante o leilão que aconteceu no ano passado. Ainda segundo o delegado, na época em que o leilão seria realizado o prefeito registrou queixa na delegacia do município. "Ele relatou a ameaça que vinha sofrendo em função da possibilidade de comprar esse prédio. Pessoas próximas ao prefeito receberam ligações com ameaças de que não era para adquirir nenhum prédio que estivesse em poder da família e, caso isso acontecesse, a pessoa iria ter problemas", explicou Josué de Jesus.
Ainda segundo o delegado, o homem que teria feito as ligações é irmão de um dos assaltantes da quadrilha. "O autor da ameaça chegou a ser identificado e era um irmão de um dos assaltantes do Banco Central. Ele ainda mora em Nova Canaã do Norte'', disse.
De acordo com Josué de Jesus, ainda não há indícios que determinem que essa foi a causa do assassinato do prefeito. "Nós não podemos ficar presos a apenas uma linha de investigação quando nós ainda não temos um ponto crucial para ser seguido. Até o momento, não há indícios de que o crime seja por motivações políticas ou passional. Mas nós não podemos descartar. Temos que investigar tudo que chegar ao nosso conhecimento'', finalizou o delegado.
O crime
Antônio Luiz César de Castro foi assassinado com sete tiros enquanto participava de uma festa na noite desta sexta-feira (5) em um clube da cidade de Nova Canaã do Norte. De acordo com a Polícia Civil, dois homens chegaram em um Gol branco e, depois de confirmar quem era o prefeito, um deles atirou contra Antônio Luiz de Castro. Os tiros atingiram a região do tórax e as costas do prefeito.
Furto ao Banco CentralEm agosto de 2005, uma quadrilha furtou mais de R$ 164 milhões dos cofres do Banco Central de Fortaleza (CE). A quadrilha alugou uma casa a 84 metros do prédio do governo e cavou um túnel interligando os dois imóveis. Em 48 horas, os integrantes da quadrilha levaram o equivalente a 3 toneladas de dinheiro.
Prefeito de Nova Canaã do Norte foi assassinado nesta sexta (Foto: Reprodução /TVCA)
Prefeito de Nova Canaã do Norte foi assassinado na última sexta. (Foto: Reprodução /TVCA)

Fonte:
G1

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Juro médio do cheque especial é o maior desde abril de 2003, mostra BC


A taxa de juro do cheque especial saiu de 174,6% em março para 178,05% anuais em abril, com acréscimo de 3,5 pontos percentuais. Em 12 meses, foi registrada ampliação de 16,8 pontos percentuais. As informações foram apresentadas pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (30). Com a segunda alta consecutiva, a taxa é a maior desde abril de 2003, quando ficara em 178,5%.
O juro do crédito pessoal apresentou elevação de 2,6 pontos percentuais, atingindo 49,9% ao ano, a maior desde março de 2009, segundo a série histórica do BC. Em 12 meses, o BC apontou acréscimo de 7 pontos. Dentro dessas operações, a taxa média dos empréstimos com desconto em folha de pagamento aumentou 0,4 ponto, indo a 28,5%. Em 12 meses, houve adição de 1,7 ponto.
Nas outras modalidades de crédito à pessoa física, o custo médio do empréstimo para aquisição de veículos cresceu 1 ponto no mês passado, para 30,9% anuais. Em 12 meses, o aumento foi de 7,4 pontos. As taxas de empréstimos cobradas para aquisição de bens variados - como eletroeletrônicos, por exemplo - avançaram 1,2 ponto no comparativo mensal, para 54,8%.
Fonte:

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