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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Copom não sofre pressão política, diz Mantega sobre queda da Selic


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou nesta quinta-feira (1º) que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), tomada na véspera, de reduzir a taxa básica de juros da economia para 12%, tenha sido motivada por pressão política.
Questionado sobre uma possível pressão política sobre o Comitê, o ministro afirmou que "isso é bobagem. O Copom não sofre nenhuma pressão politica. Ele tem autonomia, julga o cenário e toma decisões", afirmou. Segundo Mantega, a decisão foi muito positiva. "E o que vale é a avaliação deles. É melhor esperar a ata do copom que eles explicam aquilo (a redução da Selic) que foi feito".
Na noite de quarta, em meio às turbulências nos mercados internacionais, fruto da nova etapa da crise financeira, o Copom, do Banco Central (BC), colegiado formado pela diretoria e presidente da autoridade monetária, adotou uma postura agressiva e optou por baixar os juros básicos da economia de 12,50% para 12% ao ano.
Trata-se da primeira queda desde julho de 2009. O Copom vinha subindo os juros desde janeiro deste ano. Foram cinco reuniões consecutivas de elevação. A decisão surpreendeu o mercado financeiro, cuja estimativa, divulgada por meio de pesquisa feita pelo Banco Central, era de que juros seriam mantidos neste encontro.
Dilma
Mais cedo, em Minas Gerais, a presidente Dilma Rousseff disse acreditar que a decisão do BCesteja relacionada à avaliação da conjuntura internacional.
"O governo federal, desde o governo do presidente Lula, aliás, antes do governo de Lula, optou por uma relação entre o governo e o Banco Central de autonomia. Então, nós olhamos e interpretamos também esses movimentos. Eu acredito que a situação internacional, ela mudou o sentido do que estava acontecendo", afirmou.
Ela disse ainda crer que os movimentos de alta ou baixa dependerão do cenário externo. "Eu acredito que o que ocorrerá é que, dependendo da conjuntura internacional, teremos aumento ou diminuição [da taxa de juros]. Não dá para saber de forma antecipada, prever. O fato é que o governo federal, em relação à taxa de juros, ninguém sabe o que vai acontecer. Se crise intensificar, é um cenário. Se banco quebrar, é outro. Se houver restrição de crédito, é outro cenário. (...) O Copom responde pelo Copom. Eu respondo pelo governo."
Redução
Antes da reunião do Copom, membros do governo vinham indicando que esperavam uma redução na taxa, após a decisão, anunciada na segunda-feira, de aumentar a meta de superávit primário do setor público para este ano em R$ 10 bilhões.
"Estamos torcendo para que, nesta semana, o Copom balize os juros de maneira adequada. O esforço fiscal visa criar condições para, se não agora [na reunião do Copom desta semana], em um futuro muito próximo, comece a reduzir [os juros]", afirmara, na terça, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel. 
Também citando a decisão de aumentar a meta de economia do governo, Mantega afirmara que ela "abre espaço para que haja uma queda da taxa de juros, quando o Banco Central entender que é possível. É claro que isso não significa descuidar da inflação. A inflação é uma preocupação permanente do governo”, declarou.
Fonte:

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Leia a íntegra da carta de demissão de Wagner Rossi


carta wagner rossi (Foto: Reprodução)
Carta foi publicada no site do
Ministério da Agricultura (Foto:
Reprodução)
"Brasília, 17 de agosto de 2011
Neste ano e meio na condição de ministro da Agricultura do Brasil, consegui importantes conquistas. O presidente Lula fez tanto pela agricultura e a presidenta Dilma continuou esse apoio integralmente.
Fiz o acordo da citricultura, anseio de mais de 40 anos de pequenos e médios produtores de laranja, a quem foi garantido um preço mínimo por sua produção.
Construí o consenso na cadeia produtiva do café, setor onde antes os vários agentes sequer se sentavam à mesma mesa, com ganhos para todos, em especial os produtores.
Lancei novos financiamentos para a pecuária, recuperação de pastagens, aquisição e retenção de matrizes e para renovação de canaviais.
Aumentei o volume de financiamento agrícola a números jamais pensados e também os limites por produtor, protegendo o médio agricultor sempre tão esquecido.
Criei e implantei o Programa ABC, Agricultura de Baixo Carbono, primeiro programa mundial que combina o aumento de produção de alimentos a preservação do meio ambiente, numa antecipação do que será a agricultura do futuro.
Apoiei os produtores de milho, soja, algodão e outras culturas que hoje desfrutam de excelentes condições em prol do Brasil.
Lutei por nossos criadores e produtores de carne bovina, suína e de aves que são protagonistas do mercado internacional.
Melhorei a atenção a fruticultura, a apicultura e a produtos regionais, extrativistas e outras culturas.
Apoiei os grandes, os médios e os pequenos produtores da agricultura familiar, mostrando que no Brasil há espaço para todos.
Deus me permitiu estar no comando do Ministério da Agricultura neste momento mágico da agropecuária brasileira.
Mas, durante os últimos 30 das, tenho enfrentado diariamente uma saraivada de acusações falsas, sem qualquer prova, nenhuma delas indicando um só ato meu que pudesse ser acoimado de ilegal ou impróprio no trato com a coisa pública.
Respondi a cada acusação. Com documentos comprobatórios que a imprensa solenemente ignorou. Mesmo rebatida cabalmente, cada acusação era repetida nas notícias dos dias seguintes como se fossem verdades comprovadas. As provas exibidas de sua falsidade nem sequer eram lembradas.
Nada achando contra mim e no desespero de terem que confessar seu fracasso, alguns órgãos de imprensa partiram para a tentativa de achincalhe moral: faziam um enorme número de pretensas “denúncias” para que o leitor tivesse a falsa impressão de escândalo, de descontrole administrativo, de descalabro. Chegou-se à capa infame da “Veja”.
Tudo falso, tudo rebatido. Mas a campanha insidiosa não parava.
Usaram para me acusar, sem qualquer prova, pessoas a quem tive de afastar de suas funções por atos irregulares ou insinuações de que tinham atuado com interesses menos republicanos nas funções ocupadas. O principal suspeito de má conduta no setor de licitações passou a ser o acusador de seus pares. Deram voz até a figuras abomináveis que minha cidade já relegou ao sítio dos derrotados e dos invejosos crônicos. Alguns deles não passariam por um simples exame de sanidade.
Ainda assim nada conseguiram contra mim. Aí tentaram chantagear meus colaboradores dizendo que contra eles tinham revelações terríveis a fazer, mas que não as publicariam se fizessem uma só acusação contra mim. Torpeza rejeitada.
Finalmente começam a atacar inocentes, sejam amigos meus, sejam familiares. Todos me estimularam a continuar sendo o primeiro ministro a, com destemor e armado apenas da verdade, enfrentar essa campanha indecente voltada apenas para objetivos políticos, em especial a destituição da aliança de apoio à presidenta Dilma e ao vice-presidente Michel Temer, passando pelas eleições de São Paulo onde, já perceberam, não mais poderão colocar o PMDB a reboque de seus desígnios.
Embora me mova a vontade de confrontá-los, não os temo, nem a essa parte po dre da imprensa brasileira, mas não posso fazer da minha coragem pessoal um instrumento de que esses covardes se utilizem para atingir meus amigos ou meus familiares.
Contra mim nem uma só acusação conseguiram provar. Mas me fizeram sofrer e aos meus. Não será por qualquer vaidade ou soberba minha que permitirei que levem sofrimento a inocentes.
Hoje, minha esposa e meus filhos me fizeram carinhosamente um ultimato para que deixasse essa minha luta estóica mas inglória contra forças muito maiores do que eu possa ter. Minha única força é a verdade. Foi o elemento final da minha decisão irrevogável.
Deixo o governo, agradecendo a confiança da presidenta Dilma, do vice-presidente Michel Temer, do presidente Lula e dos líderes, deputados, senadores e companheiros do PMDB e de todos os partidos que tanto respaldo me deram.
Agradeço também a todos os leais colaboradores do Ministério da Agricultura, da Conab, da Embrapa e de todos os órgãos afins. Penso assim ajudar o governo a continuar seu importante trabalho, retomando a normalidade na agricultura.
Finalmente, reafirmo: continuo na luta pela agropecuária brasileira que tanto tem feito pelo bem de nosso Brasil. Agradeço as inúmeras manifestações de apoio incondicional da parte dos líderes maiores do agronegócio e de suas entidades e também aos simples produtores que nos enviaram sua solidariedade.
Deus proteja o produtor rural e tantos quanto lutem na terra para produzir alimentos para o mundo. Deus permita que tenham a segurança jurídica necessária a seu trabalho que o Congresso há de lhes garantir. Lutei pela reforma do Código Florestal. É importante para o Brasil. Outros, talvez mais capazes, haverão de continuar essa luta até a vitória.
Confio que o governo da querida presidenta Dilma Rousseff supere essa campanha sórdida e possa continuar a fazer tanto bem ao nosso país.
Sei de onde partiu a campanha contra mim. Só um político brasileiro tem capacidade de pautar “Veja” e “Folha” e de acumular tantas maldades fazendo com que reiterem e requentem mentiras e matérias que não se sustentam por tantos dias.
Mas minha família é meu limite. Aos amigos tudo, menos a honra.
Wagner Rossi
Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento"
Fonte:
G1

Ministro da Agricultura Wagner Rossi pede demissão


O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, pediu demissão no início da noite desta quarta-feira (17), após semanas consecutivas de denúncias de irregularidades na pasta que comandava.
A carta de demissão foi publicada no site do ministério. Na carta, Rossi agradeceu a "confiança" que recebeu da presidente Dilma Rousseff e classificou de "mentiras" as denúncias contra ele. Disse que teve familiares e amigos atacados. "Minha família é meu limite. Aos amigos tudo, menos a honra", afirmou.
Ele atribuiu a "campanha"  contra ele a "um político brasileiro", que não identificou quem é.
"Sei de onde partiu a campanha contra mim. Só um político brasileiro tem capacidade de pautar 'Veja' e 'Folha' e de acumular tantas maldades fazendo com que reiterem e requentem mentiras e matérias que não se sustentam por tantos dias", disse.
Na carta, Rossi relaciona as medidas e ações que adotou no ministério, mas ressalvou que durante os últimos 30 das enfrentou "uma saraivada de acusações falsas, sem qualquer prova, nenhuma delas indicando um só ato meu que pudesse ser acoimado de ilegal ou impróprio no trato com a coisa pública".
O ministro se disse vítima de uma "campanha insidiosa" e afirmou que a imprensa ignorou "solenemente" as respostas e documentos comprobatórios que apresentou a cada acusação.
"Nada achando contra mim e no desespero de terem que confessar seu fracasso, alguns órgãos de imprensa partiram para a tentativa de achincalhe moral: faziam um enorme número de pretensas “denúncias” para que o leitor tivesse a falsa impressão de escândalo, de descontrole administrativo, de descalabro", escreveu.
Sem mencionar nomes, Rossi disse que houve tentativa de chantagem de colaboradores acusados de irregularidades, que, segundo afirmou, seriam poupados se fizessem denúncias contra ele.
Sobre a presidente Dilma Rousseff, a quem chamou de "querida", o ministro diz confiar que o governo "supere essa campanha sórdida e possa continuar a fazer tanto bem ao nosso país".
Leia abaixo a íntegra da carta de demissão do ministro da Agricultura, Wagner Rossi:
"Brasília, 17 de agosto de 2011
Neste ano e meio na condição de ministro da Agricultura do Brasil, consegui importantes conquistas. O presidente Lula fez tanto pela agricultura e a presidenta Dilma continuou esse apoio integralmente.
Fiz o acordo da citricultura, anseio de mais de 40 anos de pequenos e médios produtores de laranja, a quem foi garantido um preço mínimo por sua produção.
Construí o consenso na cadeia produtiva do café, setor onde antes os vários agentes sequer se sentavam à mesma mesa, com ganhos para todos, em especial os produtores.
Lancei novos financiamentos para a pecuária, recuperação de pastagens, aquisição e retenção de matrizes e para renovação de canaviais.
Aumentei o volume de financiamento agrícola a números jamais pensados e também os limites por produtor, protegendo o médio agricultor sempre tão esquecido.
Criei e implantei o Programa ABC, Agricultura de Baixo Carbono, primeiro programa mundial que combina o aumento de produção de alimentos a preservação do meio ambiente, numa antecipação do que será a agricultura do futuro.
Apoiei os produtores de milho, soja, algodão e outras culturas que hoje desfrutam de excelentes condições em prol do Brasil.
Lutei por nossos criadores e produtores de carne bovina, suína e de aves que são protagonistas do mercado internacional.
Melhorei a atenção a fruticultura, a apicultura e a produtos regionais, extrativistas e outras culturas.
Apoiei os grandes, os médios e os pequenos produtores da agricultura familiar, mostrando que no Brasil há espaço para todos.
Deus me permitiu estar no comando do Ministério da Agricultura neste momento mágico da agropecuária brasileira.
Mas, durante os últimos 30 das, tenho enfrentado diariamente uma saraivada de acusações falsas, sem qualquer prova, nenhuma delas indicando um só ato meu que pudesse ser acoimado de ilegal ou impróprio no trato com a coisa pública.
Respondi a cada acusação. Com documentos comprobatórios que a imprensa solenemente ignorou. Mesmo rebatida cabalmente, cada acusação era repetida nas notícias dos dias seguintes como se fossem verdades comprovadas. As provas exibidas de sua falsidade nem sequer eram lembradas.
Nada achando contra mim e no desespero de terem que confessar seu fracasso, alguns órgãos de imprensa partiram para a tentativa de achincalhe moral: faziam um enorme número de pretensas “denúncias” para que o leitor tivesse a falsa impressão de escândalo, de descontrole administrativo, de descalabro. Chegou-se à capa infame da “Veja”.
Tudo falso, tudo rebatido. Mas a campanha insidiosa não parava.
Usaram para me acusar, sem qualquer prova, pessoas a quem tive de afastar de suas funções por atos irregulares ou insinuações de que tinham atuado com interesses menos republicanos nas funções ocupadas. O principal suspeito de má conduta no setor de licitações passou a ser o acusador de seus pares. Deram voz até a figuras abomináveis que minha cidade já relegou ao sítio dos derrotados e dos invejosos crônicos. Alguns deles não passariam por um simples exame de sanidade.
Ainda assim nada conseguiram contra mim. Aí tentaram chantagear meus colaboradores dizendo que contra eles tinham revelações terríveis a fazer, mas que não as publicariam se fizessem uma só acusação contra mim. Torpeza rejeitada.
Finalmente começam a atacar inocentes, sejam amigos meus, sejam familiares. Todos me estimularam a continuar sendo o primeiro ministro a, com destemor e armado apenas da verdade, enfrentar essa campanha indecente voltada apenas para objetivos políticos, em especial a destituição da aliança de apoio à presidenta Dilma e ao vice-presidente Michel Temer, passando pelas eleições de São Paulo onde, já perceberam, não mais poderão colocar o PMDB a reboque de seus desígnios.
Embora me mova a vontade de confrontá-los, não os temo, nem a essa parte po dre da imprensa brasileira, mas não posso fazer da minha coragem pessoal um instrumento de que esses covardes se utilizem para atingir meus amigos ou meus familiares.
Contra mim nem uma só acusação conseguiram provar. Mas me fizeram sofrer e aos meus. Não será por qualquer vaidade ou soberba minha que permitirei que levem sofrimento a inocentes.
Hoje, minha esposa e meus filhos me fizeram carinhosamente um ultimato para que deixasse essa minha luta estóica mas inglória contra forças muito maiores do que eu possa ter. Minha única força é a verdade. Foi o elemento final da minha decisão irrevogável.
Deixo o governo, agradecendo a confiança da presidenta Dilma, do vice-presidente Michel Temer, do presidente Lula e dos líderes, deputados, senadores e companheiros do PMDB e de todos os partidos que tanto respaldo me deram.
Agradeço também a todos os leais colaboradores do Ministério da Agricultura, da Conab, da Embrapa e de todos os órgãos afins. Penso assim ajudar o governo a continuar seu importante trabalho, retomando a normalidade na agricultura.
Finalmente, reafirmo: continuo na luta pela agropecuária brasileira que tanto tem feito pelo bem de nosso Brasil. Agradeço as inúmeras manifestações de apoio incondicional da parte dos líderes maiores do agronegócio e de suas entidades e também aos simples produtores que nos enviaram sua solidariedade.
Deus proteja o produtor rural e tantos quanto lutem na terra para produzir alimentos para o mundo. Deus permita que tenham a segurança jurídica necessária a seu trabalho que o Congresso há de lhes garantir. Lutei pela reforma do Código Florestal. É importante para o Brasil. Outros, talvez mais capazes, haverão de continuar essa luta até a vitória.
Confio que o governo da querida presidenta Dilma Rousseff supere essa campanha sórdida e possa continuar a fazer tanto bem ao nosso país.
Sei de onde partiu a campanha contra mim. Só um político brasileiro tem capacidade de pautar “Veja” e “Folha” e de acumular tantas maldades fazendo com que reiterem e requentem mentiras e matérias que não se sustentam por tantos dias.
Mas minha família é meu limite. Aos amigos tudo, menos a honra.
Wagner Rossi
Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento"
Fonte:
G1

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Planalto confirma posse de Celso Amorim para a tarde desta segunda


O Palácio do Planalto confirmou para a tarde desta segunda-feira (8) a cerimônia de posse do novo ministro da Defesa, Celso Amorim. O evento está marcado para as 15h30.
De acordo com o Ministério da Defesa, a cerimônia será aberta no Salão Nobre do Palácio. Mais cedo, a pasta havia informado que seria "uma cerimônia "reservada e para poucos convidados".
O ministério e a Presidência afirmaram não ter informações sobre se o ex-ministro Nelson Jobim vai comparecer à cerimônia.
Ministro das Relações Exteriores no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Amorim foi convidado a voltar ao governo depois que Dilma decidiu pela demissão de Jobim. Reportagem publicada na edição deste mês da revista "Piauí" reproduz declarações atribuídas a Jobim em que ele critica as ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil). O ex-ministro negou ter dado as declarações, reafirmadas pela publicação.
Antes, o ex-ministro havia afirmado em entrevista que nas eleições de 2010 votou no candidato do PSDB à Presidência, José Serra, de quem é amigo.
Encontro com militares
No sábado (6), o  recém-nomeado ministro Celso Amorim disse que “não vai "reinventar a roda" no comando do ministério. A declaração de Amorim foi transmitida pela assessoria do ministério após a primeira reunião do ministro com os comandantes do Exército, Enzo Peri; da Aeronáutica, Juniti Saito; da Marinha, Júlio Soares de Moura Neto; e com o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, José Carlos De Nardi.
O encontro durou cerca de uma hora e 45 minutos e aconteceu no Palácio do Planalto. Amorim e os comandantes deixaram o local sem falar com a imprensa. Antes da reunião, o ministroalmoçou com Dilma no Palácio da Alvorada. A presidente transmitiu a ele as primeiras orientações sobre a condução da pasta.
A reunião com os chefes militares no Planalto serviu para que a cúpula das Forças Armadas se apresentasse ao novo ministro. Amorim expôs aos chefes militares suas motivações para assumir a pasta da Defesa e ouviu dos comandantes relatos das questões emergenciais de cada força. Um dos temas abordados foi o orçamento militar.
Para os próximos dias, Amorim deve se reunir com cada comandante individualmente para discutir projetos prioritários de cada área. Ele também informou que pretende visitar as principais instalações militares.
Recém-empossado, o ministro da Defesa, Celso Amorim (centro) se reuniu na tarde deste sábado (6) com o Comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, o Comandante da Marinha, Julio Soares de Moura Neto, o Comandante do Exército, Enzo Martins Peri, e o Chefe do  (Foto: Fábio Pozzebom/Abr)
O novo ministro da Defesa, Celso Amorim (centro), se reuniu no fim de semana com comandantes das Forças Armadas (Foto: Fábio Pozzebom/Abr)

Fonte:
G1

Wagner Rossi dará explicações a Dilma


Alvo de denúncias no fim de semana sobre suposta relação com um lobista que atuaria dentro do Ministério da Agricultura e de reportagens sobre nomeação de parentes de políticos na pasta, o ministro Wagner Rossi pretende hoje reagir para responder às denúncias e tentar impedir que o caso se torne uma avalanche de acusações sem respostas.
Ministro falará sobre denúncia com Dilma (Editoria de Arte / G1)Nesta segunda-feira (8), vai falar com jornalistas sobre o assunto e depois, no fim da tarde, conversará com a presidente Dilma para deixá-la a par das explicações dadas à imprensa. Dilma já manifestou confiança no ministro e afirmou que “não é ele quem está em questão“.
No fim de semana, o ministro apresentou explicações  sobre a acusação de atuação do lobista para favorecer empresa em um processo de capacitação de servidores. De acordo com o ministro, o preço pago é compatível ao de mercado.
Dos ministros do PMDB, Rossi é o mais próximo do vice-presidente da República, Michel Temer, com quem conversou várias vezes ao longo do fim de semana.
O PMDB, por sua vez, avalia que o ministro não praticou irregularidades e está mobilizado para defendê-lo, inclusive na ida dele ao Senado, nesta quarta-feira (10), para dar explicações sobre as denúncias.
Ao mesmo tempo em que há uma blindagem ao ministro, o governo quer evitar a interpretação de que a “faxina” promovida no Ministério dos Transportes e que afetou principalmente integrantes do PR, não vale para o PMDB. No governo, o que se diz é que o ministro tem dado respostas e, se não der, a presidente vai cobrar explicações.
Além disso, há cautela sobre o tratamento aos ministros do PMDB, que tem a maior bancada no Senado e a segunda maior na Câmara dos Deputados.
Fonte:

Agência que rebaixou nota dos EUA fez avaliação 'precipitada', diz Dilma


A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (8), durante declaração conjunta com o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, no Palácio do Planalto, que é "precipitada" a avaliação do rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos na última sexta-feira (5) pela agência Standard and Poor’s.
“Quero deixar claro que não compartilhamos com a avaliação precipitada e um tanto quanto rápida e, eu diria, sim, não correta, da agência que diminuiu o grau de valorização de crédito dos Estados Unidos, a Standard and Poor’s”, disse a presidente.
Dilma reafirmou que hoje o Brasil está mais forte para enfrentar a crise econômica mundial. “Expressei ao primeiro-ministro Harper uma análise sobre a situação do Brasil. Hoje, nós estamos muito mais fortes para enfrentar a crise do que no final de 2008 e no início de 2009. Temos quase 60% a mais de reservas. Hoje, chegamos a quase US$ 350 bilhões. Temos muito mais recursos depositados no Banco Central a título de compulsório. Hoje, um pouco mais que o dobro, US$ 420 bilhões de reservas é o que possuímos no Banco Central”.
Apesar de afirmar que o Brasil está mais preparado para enfrentar crises, Dilma disse que o país não está imune aos eventuais desdobramentos da atual crise.
“Mas temos clareza que não somos imunes, não vivemos numa ilha, mas sabemos que o Brasil tem força suficiente, e quero crer que o Canadá também, para fazer face a essa conjuntura”, declarou.
Coordenação política
Dilma discutirá a crise econômica mundial durante reunião de coordenação política do governo  na tarde desta segunda-feira (8). Segundo relato da ministra da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Helena Chagas, Dilma está “atenta” e acompanhando com preocupação a crise econômica.
Os mercados mundiais operam em baixa nesta segunda-feira, no primeiro dia de negociações após o rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos na última sexta-feira (5) pela agência Standard and Poor’s.
O rebaixamento gerou incerteza ao piorar a nota dos Estados Unidos, que até então era considerado o melhor pagador do mundo entre os muitos países que emitem papéis para vender e pegar dinheiro emprestado no mercado financeiro.
Durante a reunião de coordenação, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fará uma análise da crise econômica mundial. Mantega vem informando constantemente a presidente sobre os desdobramentos da crise. Na última sexta-feira, na Bahia, Dilma afirmou que o Brasil está mais preparado do que em 2008 para enfrentar crises econômicas.
Dificuldades
A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, afirmou na manhã desta segunda, na abertura do seminário Políticas Públicas para a Nova Classe Média, promovido pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, que “a situação da economia internacional é "séria". Segundo ela, a dificuldade de recuperação das economias europeias e da própria economia norte-americana é considerável”.
“"No Brasil, temos que agir com cuidado e responsabilidade, como estamos agindo, para impedir que essa realidade interfira no nosso crescimento e estabilidade. A última coisa que queremos, a última coisa que podemos permitir, é colocar em risco o projeto de desenvolvimento do nosso país. Os tempos são duros e precisamos estar preparados para proteger o Brasil desta grave crise"”, afirmou a ministra.
Presidenta Dilma Rousseff recebeu nesta segunda-feira (8) o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper  (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)
Dilma Rousseff recebe o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

Fonte:
G1

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