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quinta-feira, 21 de abril de 2011

'A palavra impossível não existe para o Fluminense', diz o capitão Fred

Fred ainda não tinha marcado gols na Libertadores de 2011. Mas na noite desta quarta-feira, ele mostrou outra vez que é um jogador diferenciado. Quando o Fluminense mais precisou, seu camisa 9 estava pronto. E decidiu a classificação para as oitavas de final da competição sul-americana com dois gols, um deles de pênalti, aos 43 minutos do segundo tempo. Depois de tudo o que já passou nas Laranjeiras, Fred afirma com categoria: a palavra impossível não existe no dicionário tricolor.

- Nos dois últimos anos já tínhamos provado isso. E agora novamente. Viemos com o pensamento de fazer nosso melhor e busca a vitória. Deus abençoa a quem trabalha e é justo. Graças a Deus isso aconteceu conosco. Merecemos - disse.

Agora, Fred só pensa na festa que a torcida deve fazer para recepcionar a delegação nesta quinta-feira, às 15h, no Galeão. Mas na hora de bater o pênalti decisivo, o atacante precisou ter frieza para garantir a classificação. Àquela altura, ele já sabia do empate entre Nacional-URU e América-MEX. Sua cobrança, então, definira o futuro do Fluminense na Libertadores.

- Passa muita coisa na cabeça naquele momento. Já sabia que o outro jogo tinha acabado e precisávamos de mais um gol. Quando saiu o pênalti, Conca e Marquinho vieram me falar que era a hora. Dai eu falei: 'Querem me pressionar mais'? (risos). Mas o Rafael Moura chegou ao meu lado e disse que eu era um abençoado. Iso me aliviou. Sempre treino esse tipo de cobrança e tive a felicidade de acertar.

A confusão após o jogo, no entanto, tirou o sono de Fred. Para se defenderem, muitos jogadores do Fluminense acabaram agredindo atletas do Argentinos Juniors. E o atacante fez questão de pedir compreensão a Conmebol em eventuais suspensões.

- Foi lamentável o que aconteceu. Inadmissível. Alguém precisa resolver isso. Ficamos expostos a violência de seguranças do estádio e policiais. Pediamos calma e levávamos socos. Muita gente ali eu nem sabia quem era. Tínhamos que nos defender. Espero que não aconteçam suspensões para nossa equipe. Isso acontecer em 2011 é ridículo - desabafou.

Principal personagem da classificação, Fred fez questão de dividir os méritos pelo feito com seus companheiros e até mesmo com a diretoria.

- Já fiz isso no vestiário e faço de novo. Só tenho vontade de agradecer à diretoria, à torcida e a esse grupo de verdadeiros guerreiros, que batalharam mesmo quando fizemos 1 a 0 sofremos um pênalti duvidoso. Ou então quando levamos o empate por um desvio que matou nosso goleiro. O time não desanimou em momento algum. Todos correram e se ajudaram. Quando conseguimos formar um elenco unido de verdade, fica difícil de ganhar de nós e o impossível vira possível - explicou o camisa 9.

O Fluminense se reapresenta nesta sexta-feira para inicia sua preparação visando a semifinal da Taça Rio, contra o Flamengo, no domingo, às 16h (de Brasília), no Engenhão. No mesmo estádio, o Tricolor receberá o Liberta-PAR, na próxima quarta-feira, pelas oitavas de final da Libertadores.



Fonte:

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Fred justifica saída pela lateral e garante: 'Nunca fugi da imprensa'


Depois de sair por uma porta lateral do Galeão e não dar declarações no desembarque do Fluminense após a derrota por 2 a 0, para o Nacional-URU, pela Taça Libertadores, o atacante Fred esclareceu o ocorrido nesta sexta-feira. Após trabalhar na academia das Laranjeiras com o restante dos titulares, o camisa 9 explicou que perdeu tempo no Free Shop e conversando com funcionários da Polícia Federal, que deram a opção de o jogador sair pelo lado do aeroporto já perto do ônibus tricolor, onde seu irmão esperava para buscá-lo.
- Eu estava já quase na porta do desembarque quando uma senhora da Polícia Federal me chamou para me apresentar algumas amigas que eram minhas fãs. Já tinha perdido tempo no Free Shop, e meu irmão estava ligando. Foi quando sugeriram uma saída pela lateral, já perto do ônibus. Não corri da imprensa. Todos sabem que nunca fiz isso. Tanto que nos momentos mais difíceis da equipe quem mais fala sou eu. É até natural pela minha posição no grupo. Quando está tudo bem, peço aos assessores para colocar a molecada para falar, como Tartá e Fernando Bob.
Fred se mostrou chateado com a situação e deixou claro que não tem obrigação alguma de falar:
- Quem escreve que eu fugi da imprensa é maldoso. Mas tem horas que vou preferir não falar mesmo. Quando estiver de cabeça quente. E vocês têm que saber respeitar isso. Tenho o direito e falo quando quiser. Até me assustei com as notícias. Só falaram disso. Chega a ser falta de respeito. Nunca fugi do pau.
O abatimento pelo resultado negativo em Montevidéu, porém, já é passado. Segundo o atacante, é hora de colocar a cabeça no lugar, treinar e focar apenas em uma vitória domingo, diante do Americano, às 16h (de Brasília), em Macaé.
- Ficamos tristes com a derrota, ainda mais depois do primeiro tempo. Mas já estamos trabalhando de novo, e isso passa. Estamos acostumados a ganhar, mas sabemos que nem sempre é possível. Ainda temos chances na Libertadores. É pequena, mas ela existe. Como também era difícil ser campeão brasileiro em 2010. Agora temos de nos desligar da Libertadores e pensar apenas no Carioca. Quando a fase não está boa, cada jogo vira uma decisão.
Com 11 pontos em seis jogos, o Fluminense ocupa a terceira posição do Grupo B da Taça Rio, atrás de Olaria e Botafogo. Na Libertadores, o time está na lanterna do Grupo 3 com cinco pontos e precisa de uma combinação de resultados para passar às oitavas de final.
fred coletiva fluminense (Foto: Wallace Teixeira/ Photocamera)
Fred, durante a coletiva nas Laranjeiras (Foto: Wallace Teixeira/ Photocamera)
Fonte:
globoesporte.com

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