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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Preço da cesta básica cai em 9 de 17 capitais em setembro, diz Dieese


Das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), nove registraram queda no preço dos gêneros alimentícios essenciais, em setembro, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (5).
De acordo com o estudo, Natal registrou a maior queda no período: 6,17%. Em seguida, entre as grandes baixas, aparecem João Pessoa (-2,85%) e Aracaju (-2,19%). Em Vitória, o custo da cesta não teve alteração e sete cidades mostraram aumento de preços. A maior variação foi verificada em Goiânia (1,87%), seguida por Belo Horizonte (0,59%) e Manaus (0,52%).
O custo da cesta na capital gaúcha segue como a mais cara em setembro, vendida a R$ 272,09. Em São Paulo, o valor da cesta ficou em R$ 267,19. Na sequência, aparecem Florianópolis (R$ 260,33), Belo Horizonte (R$ 250,96) e Rio de Janeiro (R$ 250,81). Têm os menores valores: Aracaju (R$ 183,61), João Pessoa (R$ 196,69) e Fortaleza (R$ 203,20).
O que ficou mais caro e mais baratoSegundo a pesquisa do Dieese, o leite ficou mais caro em 15 capitais, com maior taxa vista em Natal (14,93%). Tiveram queda somente Porto Alegre (-1,75%) e Salvador (- 2,94%). "A forte seca, em quase todo país, comprometeu os pastos e, com isso, houve diminuição na produção do
leite."
O preço do café aumentou  em 14 capitais, com as altas mais significativas partindo de Recife (7,41%), Belo Horizonte (5,83%) e Natal (5,63%). O item ficou mais barato em Aracaju (-0,40%), João Pessoa (-0,93%) e Brasília (-1,25%). "O clima prejudicou a produção dos cafezais, com frio e geadas seguidos de forte calor, o que causou a elevação dos preços do produto. Outro fator que contribuiu para a elevação dos preços foi a melhoria da qualidade do café vendido no Brasil, que era observada somente no produto exportado e que agora é apresentado ao consumidor brasileiro."
A carne também teve aumento de preço em 13 cidades, com destaque para Goiânia (6,18%). "Assim como a produção leiteira, também a carne foi afetada pelo clima, principalmente pela seca que reduziu as pastagens e, com isso, o abate do gado também foi reduzido."
Já o açúcar subiu de preço em menos capitais: 12. Os maiores preços foram observados no Rio de Janeiro (5,56%), em Porto Alegre (5,48%) e em Florianópolis (5,02%). Por outro lado, houve redução de preços em cinco regiões. "Apesar de a cana estar em plena safra no centro/sul, a falta de chuvas ocasionou a redução do teor de sacarose."
O feijão, com aumento em 11 capitais, teve a maior alta no preço em Belém (10,81%), Manaus (7,48%) e Fortaleza (7,38%). Mostraram queda de preços: Goiânia (-2,47%) e Natal (-3,88%). "Colhidas as duas principais safras, a oferta está garantida até o final do ano. No entanto, a época agora é de semear a safra principal, com colheita no final do ano e no início de 2012, mas o fator climático de seca ainda prevalece, o que pode prejudicar a produção futura do feijão."
O arroz subiu em dez capitais. A maior alta foi vista em Porto Alegre (11,61%), seguida por Manaus (2,69%).
O tomate ficou mais barato nas17 capitais e as taxas negativas foram maiores em Natal (-29,58%), e João Pessoa (-17,82%); e menores em Salvador (-2,18%) e Manaus  (-2,22%). "O principal fator responsável pelo aumento foi a seca, que deixou um volume baixíssimo de água no solo, após frio e geadas."
Fonte:

Seu Dinheiro

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Fifa ameaça tirar São Paulo e Natal da Copa do Mundo de 2014


Capital econômica do Brasil, São Paulo corre sério risco de não ser uma das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, assim como Natal. Em reunião na Fifa, nesta sexta-feira, o secretário geral da entidade garantiu que não tolerará atrasos na obras do Mundial. Na ocasião, Jerome Valcke confirmou que a cidade de maior população do país e a capital do Rio Grande do Norte já estão realmente fora da Copa das Confederações.
O comitê organizador da Copa de 2014 apresentou um relatório sobre os progressos dos preparativos em todo o Brasil. Os dirigentes afirmaram que, de um modo geral, estão satisfeitos com o cronograma da obras. No entanto, seguem preocupados com a infraestrutura de transportes, inclusive dos aeroportos.
A boa notícia vem do setor de hospedagem e ingressos da Fifa. O diretor responsável pela área disse que a qualidade dos hotéis no Brasil está acima da expectativa. Ele afirmou que a venda de pacotes turísticos para o país, a três anos da Copa, já é três vezes maior do que em toda a história dos Mundiais. A entidade também confirmou que o Riocentro, no Rio de Janeiro, receberá a sede do Centro Internacional de Transmissão (IBC).
Fonte:

terça-feira, 24 de maio de 2011

Presos são algemados a mobilete em delegacia de Natal


Os policiais civis do Rio Grande do Norte estão em greve desde o dia 17 de maio deste ano e a paralisação está deixando as delegacias de plantão lotadas. Apenas duas estão em funcionamento na capital potiguar.
Em uma delas, o número de presos aumentou de 24 para 35, desde o início da greve, porque o setor que cuida da transferência das pessoas presas em flagrante está funcionando de forma reduzida durante a greve.
Sem espaço para abrigar os presos, os policiais estão mantendo presos fora das celas, num corredor, algemados a uma mobilete.
Presos são algemados a bicicleta em delegacia de Natal (Foto: Reprodução/TV Globo)
Presos são algemados a mobilete em delegacia de Natal (Foto: Reprodução/TV Globo)
Fonte:
G1

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Estrela planeja entrar no mercado de jogos na internet até o Natal


Maior fabricante de brinquedos do Brasil, a Estrela prepara a sua entrada no mercado de jogos online. O projeto segue a estratégia de modernização da empresa que, "sufocada" pela concorrência chinesa, tem buscado se reinventar e manter seus brinquedos e marcas atraentes para as novas gerações muito mais ligadas tecnologia.
O presidente da Estrela, Carlos Tilkian, afirmou em entrevista ao G1 que a empresa pretende lançar seus primeiros jogos na internet já no Natal.
estrela online (Divulgação)“A Estrela é a maior produtora de jogos de tabuleiro do Brasil. Temos um grande potencial de conseguir viabilizar uma migração desses jogos para uma plataforma eletrônica. Como são jogos com marcas conhecidas, que têm regras que se aplicam muito bem ao meio digital, isto pode vir a ser um novo negócio para nós”, afirma.
Segundo Tilkian, a empresa tem um potencial de “no mínimo 50 jogos” que podem ser levados para o ambiente digital, incluindo clássicos da empresa como Banco Imobiliário, Jogo da Vida, Detetive e Autorama.
“É um projeto que já começou, que já está em andamento. O ideal é que a gente consiga para o Natal já alguma coisa”. Segundo ele, o desenvolvimento está sendo feito todo no Brasil numa parceria com a agência de publicidade DM9 e com desenvolvedores de games.
Em relação ao modelo de negócio, o executivo afirma que a empresa ainda analisa o melhor formato de cobrança. “Estamos num processo de investigação de mercado. Talvez o ideal seja ter uma parte do game em que a pessoa acessa livremente e se quiser continuar e pegar novos desafios, ela teria que pagar”, explica. “Você pode deixar o usuário testar durante alguns minutos e se ele quiser mais tempo ou mais níveis de dificuldade, de complexidade do jogo, ele teria dar uma contribuição”.

A Estrela garante, porém, que os jogos on-line permitirão os usuários brincarem em rede com outros. “Nunca vamos abrir mão do papel dos nossos brinquedos serem um facilitador social. Queremos ter sempre a ferramenta que permita o usuários jogarem com amigos on-line”, afirma Tilkian.

Segundo o executivo, o custo será “relativamente baixo” para os jogadores. “Aí é que está a beleza da internet. Você consegue gerar receita através de um impacto financeiro pequeno, mas você tem um número de usuários brutal, coisa que você não consegue na vida real”.

O presidente da Estrela destaca a oportunidade de novos negócios associados aos jogos na rede, como parcerias com empresas anunciantes. “Essa é uma estratégia que já adotamos. No ano passado, o produto mais vendido foi o ‘Superbanco imobiliário’ que teve empresas como o Banco Itaú e a Mastercard como parceiras. “Ao levar o Autorama, por exemplo, para um ambiente on-line podemos atrair parceiros do setor automobilístico e da indústria de pneus”.
Fundada em 1937, a Estrela enfrentou uma forte crise com a abertura do mercado para os brinquedos importados e encolheu de tamanho. A empresa conseguiu dar a volta por cima ao apostar em tecnologia, resgate de brinquedos clássicos e também ao transferir parte de sua produção para fábricas terceirizadas na China. (Veja vídeo ao lado).

“No ano passado, 40% da nossa produção foi importado e 60% fabricado no Brasil”, afirma Tilkian. “Esse ano a gente acha que vai crescer um pouco a produção nacional”.

Em 2010, a companhia registrou um faturamento de R$ 139 milhões, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior. Para 2011, segundo o presidente da Estrela, a expectativa é uma nova alta, “da ordem de 15%”.

Busca de público mais amplo
Para a Estrela, no entanto, mais importante do que encontrar novas fontes de receita é reforçar a presença de suas marcas e ampliar a faixa etária de usuários. “Nosso foco não é só a criança. É o adulto jovem e o adolescente, que são os grandes usuários de games na internet”, afirma. “Transformar, por exemplo, o autorama num jogo on-line é algo que vai atingir não só a criança, mas também o pai”.

Até agora, a empresa vinha usando a internet mais como um instrumento de reforço de imagem e de relacionamento com os seus clientes. No ano passado, motivada pelos apelos de fãs do Ferrorama em redes sociais, a Estrela decidiu relançar o clássico, mas antes lançou pela internet um desafio: se eles conseguissem percorrer os 20 km finais do Caminho de Santiago de Compostela com o brinquedo, o Ferrorama seria relançado.
Neste ano, em nova ação voltada para a web, a Estrela lançou um aplicativo no Facebook do jogo Cara a Cara, no qual os usuários podem brincar usando as fotos dos seus próprios amigos. Para o Dia das Crianças, a empresa prepara o lançamento do jogo Pula Pirata com um cartão de realidade aumentada

“Essas são ações para começar a plantar a idéia de que existe uma relação direta entre o meio internet e o entretenimento de uma marca tradicional para que a gente possa ter num futuro próximo uma loja virtual vendendo os nossos games”, afirma.

O presidente da empresa acredita, porém, que a base das receitas da companhia continuará por muito tempo vindo das vendas dos brinquedos tradicionais.

“Assim como há 20 anos os videogames não tiraram o mercado do brinquedo tradicional, os games on-line não vão tirar. O mercado de brinquedos no mundo continua crescendo”, analisa.
Carlos Tilkian, presidente da Estrela (Foto: Darlan Alvarenga/G1)
Carlos Tilkian, presidente da Estrela (Foto: Darlan Alvarenga/G1)
Estrela lançou versão do Cara a Cara no Facebook (Foto: Divulgação)
Versão do Cara a Cara no Facebook (Foto: Divulgação)
Fonte:

Negócios

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