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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Câmara derruba criação de novo imposto para a saúde


Deputados durante votação da regulamentação da emenda da saúde, no plenário da Câmara (Foto: Rodolfo Stuckert / Agência Câmara)
Plenário da Câmara na
 votação do PLC
306/08, que
regulamenta gastos
em saúde (Rodolfo
Stuckert / Ag. Câmara)
A Câmara dos Deputados concluiu nesta quarta-feira (21) a votação do projeto de lei complementar 306/08, que define o que pode ser considerado investimento em saúde por parte de União, estados e municípios. Dentro da proposta, os deputados derrubaram trecho que permitia a cobrança da CSS (Contribuição Social para a Saúde), imposto sobre transações financeiras cuja arrecadação seria destinada à saúde, de forma semelhante à CPMF, extinta em 2007.
No plenário, 355 votaram contra o imposto, 76 votaram a favor e 4 se abstiveram. Com a decisão, não foi criada uma nova fonte de recursos para a área, como era cobrado pela presidente Dilma Rousseff. O projeto agora segue para análise no Senado.
Para concluir a regulamentação, faltava apenas a votação de um destaque (exclusão de uma parte do texto para apreciação em separado) apresentado pelo DEM que retira a base de cálculo da CSS (Contribuição Social para a Saúde). Na prática, a mudança inviabiliza a criação do imposto, que teria alíquota de 0,1% sobre as movimentações financeiras.
O texto-base do projeto já havia sido aprovado em 2008 pelo plenário da Câmara e prevê critérios para aplicação dos recursos de modo a evitar o chamado "desvio de finalidade", que são gastos feitos em outras áreas e lançados como despesas de saúde como forma de complementar o investimento mínimo exigido pela lei.
O projeto regulamenta a emenda 29, que fixa percentuais mínimos de investimento na área para União, estados e municípios. Pela regra, estados precisam aplicar 12% do que arrecadam anualmente em impostos. Os municípios precisam investir 15% de sua receita. Já o governo federal precisa investir o montante do ano anterior mais a variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB). A proposta de regulamentação aprovada na Câmara hoje mantém essas regras.
DiscussãoDurante a discussão do projeto, iniciada por volta das 16h, líderes da oposição subiram à tribuna para reforçar o discurso contra a elevação da carag tributária.
Um dos primeiros a discursar, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que é médico, criticou o texto do relator da matéria, deputado Pepe Vargas (PT-RS), que incluia a CSS. "O deputado Pepe Vargas traz aqui uma CPMF travestida de CSS, que não é nada mais que meter a mão no bolso do contribuinte brasileiro e ainda prejudicar os municípios”.
O líder do PT, Paulo Teixeira (SP), que orientou a bancada do partido em favor da CSS, disse que a criação de um novo imposto não iria contrariar a população. "Quem vem cá e diz que o povo não quer mais impostos está indo na contramão do mundo [...] Nós não podemos nos acovardar", disse, ao se referir à elevação de impostos nos Estados Unidos e na França.
Já o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), orientou pela rejeição do imposto. “O PMDB não vai votar a favor [da CSS] nem hoje, nem amanhã. Vamos pensar em uma alternativa”, disse. O líder peemedebista afirmou que o Senado deverá propor uma solução para encontrar mais recursos para a área com a receita disponível. “Deixa o Senado com sua experiência [...] Excelentíssimos senadores, o abacaxi agora passa para suas mãos, discutam à exaustão com o governo”.
O líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), disse que uma das alternativas para aumentar investimentos na área é a diminuição dos juros que estados pagam à União para rolarem suas dívidas com o governo federal. "Mudar para um indexador menos oneroso e a diferença que os Estados teriam no custo de rolagem, teriam a obrigação pactuada em lei, de aplicar na saúde". A proposta, disse, havia sido discutida com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
O resultado da regulamentação da emenda 29 foi resultado de um acordo firmado na semana passada entre líderes do governo e da oposição. Ficou acertado que o destaque do DEM seria colocado em votação assim que concluir a regulamentação da emenda.
Nesta quarta, antes da votação, com exceção do PT, todos os líderes partidários orientaram suas bancadas a votar favoravelmente ao destaque do DEM.
Fonte:
G1

terça-feira, 5 de julho de 2011

Gabinete de Itamar Franco tem fotos dos netos e bandeira de Juiz de Fora



Galeria gabinete Itamar Franco 17 (Foto: Robson Bonin/ G1)
Na mesa do gabinete de Itamar, fotos
dos netos do ex-presidente (Foto:
Robson Bonin/G1)

Os pertences do ex-presidente Itamar Franco ainda estão em seu gabinete no Senado. Na mesa, permanecem os retratos dos netos Stephen e Gabriela, que moram nos Estados Unidos com uma das filhas de Itamar. Logo atrás da cadeira, as bandeiras de Minas Gerais, do Brasil e de Juiz de Fora. O amor por Minas também é demonstrado por meio dos quadros pendurados nas paredes, com paisagens de cidades históricas mineiras.
Itamar faleceu no último sábado (2), em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), após passar pouco mais de um mês internado para combater a leucemia e uma pneumonia aguda.
Na tarde desta segunda (4), o G1 visitou o gabinete do senador. Em breve, os papéis, as fotos, os quadros e tudo que pertenceu ao senador e ex-presidente devem começar a ser guardados para abrir espaço ao suplente de Itamar, Zezé Perrella (PDT-MG), que deve tomar posse nos próximos dias.
Enquanto Itamar era cremado na cidade mineira de Contagem na segunda, a mesa do gabinete ainda preservava documentos assinados, um discurso em que Itamar criticava a inclusão de “jabutis” nas medidas provisórias, um livro ainda embrulhado no papel de presente e outras publicações relacionadas à atividade parlamentar: o regimento do Senado, a Constituição e uma reimpressão do Senado do livro “O moderno Príncipe, Maquiavel revisitado".
Galeria gabinete Itamar Franco (Foto: Robson Bonin/ G1)
Mesa de Itamar com bandeiras de Minas Gerais, do Brasil e de Juiz de Fora ao fundo (Foto: Robson Bonin/ G1)

Quando chegava ao Congresso, segundo assessores, Itamar só se dedicava aos afazeres de parlamentar após apertar a mão de cada assessor que encontrava pelo caminho. Não gostava do ar-condicionado e ficava mal-humorado com o desperdício de dinheiro público, tanto que recusava utilizar a verba de gabinete e evitava o carro oficial. Fazia o percurso do apartamento até o Congresso com o próprio carro, um modelo antigo do Honda Civic dirigido pelo motorista da Casa.
Rigoroso com os horários, queixava-se do atraso no começo das sessões e raramente entrava no cafezinho do Senado porque achava o lugar muito frio. Também reclamava com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sobre o frio no plenário.
Animado com a atividade parlamentar, chegava ao Senado 14h e saía 21h. Recusava títulos. Quando chamado de senador, corrigia: “Senador, não. Itamar", contam assessores.
Quando não estava no Senado, trabalhava em casa, onde tinha a companhia de Dona Raimunda, fiel governanta que o acompanhava há mais de três décadas. Costumava ficar lendo até tarde da noite. Levantava cedo para caminhar. Comia pouco, bebia pouco café e assistia sempre que tinha chance aos jogos do Atlético Mineiro na televisão.
Trabalho parlamentar
Nos cinco meses de mandato cumpridos, antes do afastamento para tratar da leucemia, Itamar Franco apresentou 16 proposições, entre projetos de decreto, projetos de lei e requerimentos.
Fonte:
G1

terça-feira, 7 de junho de 2011

Gleisi se diz 'orgulhosa' com convite para ocupar a Casa Civil


No primeiro pronunciamento após ter sido escolhida pela presidente Dilma Rousseff para chefiar a Casa Civil, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou nesta terça (7) que está "orgulhosa" com o convite que recebeu para substituir Antonio Palocci na pasta.
"Quero agredecer a ela, que acreditou na minha capacidade de trabalho", afirmou.
A nova ministra da Casa Civil fará um pronunciamento no Senado nesta quarta-feira, às 14h30, e depois participará da cerimônia de posse 16h30 no Palácio do Planalto. Com a saída de Gleisi, deverá assumir a vaga no Senado o primeiro suplente Sergio de Souza, do PMDB.
"O compromisso com a presidenta que eu  tenho é um compromisso com o meu país. Sei da minha responsabilidade nesse processo. Aceitei esse convite sabendo do tamanho da responsabilidade", disse a senadora durante entrevista coletiva na sala da liderança do PT no Senado.
Gleisi lamentou a saída de Palocci da Casa Civil. “Quero fazer aqui referência ao ministro Palocci, porque para nós é momento triste. É uma pena perder o ministro Palocci neste governo pelas qualidades que ele tem”, disse a nova ministra.
Segundo a senadora do PT, a presidente Dilma quer o funcionamento da Casa Civil na área de gestão e no acompanhamento de projetos do governo.
“Ela disse que meu perfil é um perfil que se adequa ao que ela pretende agora na Casa Civil, que é o acompanhamento dos projetos do governo. Portanto, é uma ação de gestão. A presidenta quer uma gestão mais técnica na Casa Civil”, afirmou Gleisi durante a entrevista.
Acompanhada por integrantes da bancada do PT no Senado, a nova ministra agradeceu o apoio dos colegas de partido e negou que haja uma “maldição” na Casa Civil, que faça com que boa parte dos ministros que por lá passaram sejam demitidos do cargo. “Não há maldição na Casa Civil. Temos um projeto extraordinário de mudança deste país com o qual estou comprometida”, declarou.

Trajetória
A senadora petista é casada há 15 anos com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, tem dois filhos e fará 46 anos no dia 6 de setembro.
Gleisi Hoffmann foi a primeira mulher eleita para o Senado pelo Paraná. Ela já foi diretora financeira da Hidrelétrica Binacional de Itaipu e trabalhou com Dilma na equipe que fez a transição do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2002 e 2003.
No PT, a senadora faz parte da mesma corrente partidária do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Construindo um Novo Brasil, antigo Campo Majoritário.
A senadora Gleisi Hoffmann em entrevista ao lado do senador Humberto Costa (PE), líder do PT no Senado (Foto: Reprodução / Globo News)
Após ter sido anunciada ministra, senadora Gleisi Hoffmann dá entrevista ao lado de Humberto Costa (PE), líder do PT no Senado (Foto: Reprodução / Globo News)
Fonte:
G1


quinta-feira, 2 de junho de 2011

CCJ aprova fim da taxa em vestibular de federal a aluno de escola pública


A comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou nesta quinta-feira (2) um projeto de lei que isenta da taxa de inscrição no vestibular de instituições federais de ensino superior candidatos que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas.
A proposta foi aprovada em caráter terminativo e, caso não receba nenhum recurso no prazo de cinco sessões, será encaminhada direto para apreciação do Senado, sem passar pelo plenário da Câmara.
O projeto original, de autoria do deputado Fábio Souto (DEM-BA), prevê que para os candidatos fazerem uso do benefício seja preciso apresentar comprovante de renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio, o equivalente a R$ 817,10.
O projeto aprovado prevê a isenção da taxa de inscrição apenas para quem disputar uma vaga nas instituições públicas federais. A proposta original falava em “instituições públicas”, mas uma emenda apresentada pelo deputado Paes Landim (PTB-PI) determinou uma mudança no termo para instituições federais. O argumento do deputado é que nem todas as instituições públicas são federais, e que cabe a cada estado legislar no caso das instituições estaduais.
Fonte:
G1


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Doze empresas querem produzir tablets no Brasil, diz Mercadante


O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mecadante, afirmou ao G1 nesta segunda-feira (23) que 12 empresas manifestaram, até agora, interesse em produzir tablets no Brasil.
Além da chinesa Foxconn, que monta o iPad, da Apple, as outras 11 empresas são, conforme o ministro, Positivo, Envision, Motorola, Samsung, LG, Itautec, Sanmina, Compalead, Semp Toshiba, AIOX e MXT.

O G1 entrou em contato com representantes das  empresas citadas por Mercadante. Até a publicação desta reportagem, apenas a Samsung havia comentado a declaração do ministro, afirmando que a empresa já fabrica, desde 2010, um tablet no Brasil. Trata-se do Galaxy Tab de 7 polegadas.
Nesta segunda, o governo publicou no "Diário Oficial da União" a medida provisória número 534, que incluiu os tablets na chamada "Lei do Bem".
A regulamentação era um dos passos aguardados dentro do acordo entre o governo federal e a iniciativa privada para produção dos equipamentos no Brasil. Condicionava o início da produção no país à concessão de incentivos fiscais que já eram oferecidos para outros produtos de informática.
Segundo o ministro Mercadante, as empresas interessadas na produção dos tablets terão prazo para utilizar insumos brasileiros na fabricação.
"Temos 12 empresas inscritas interessadas na produção. A MP define em que condição se enquadra a produção dos tablets e enquadra o produto na Lei do Bem, com benefícios fiscais para as empresas produzirem. (...) As regras serão exigentes no sentido de substituição de importações nos insumos, complementos e programas", declarou.
De acordo com o ministro, o próximo passo, após a edição da medida provisória, será a definição de regras para a produção, por meio do enquadramento dos tablets no Processo Produtivo Básico (PPB) como "microcomputador portátil, sem teclado físico, com tela sensível ao toque".
O PPB dos tablets passou por audiência pública e, segundo o ministro, está em fase de "ajustes finais". "Devemos publicar rapidamente o PPB. A exigência será um aumento crescente nos percentuais de itens nacionais. Queremos que as empresas passem a produzir o conjunto de componentes mais importantes."
Mercadante não quis adiantar, no entanto, quais serão os percentuais de nacionalização e em qual período há previsão de que os tablets tenham o maior índice de insumos fabricados no Brasil. "Para isso, precisamos aguardar a publicação do PPB", disse.
MP
A medida provisória publicada nesta segunda altera o artigo 28 da lei número 11.196, de 21 de novembro de 2005. Serão beneficiados dispositivos "que tenham uma unidade central de processamento com entrada e saída de dados por meio de uma tela sensível ao toque de área superior a 140 centímetros quadrados".
Com a inclusão dos tablets na chamada Lei do Bem, os produtos ficam isentos da incidência do PIS/Cofins. Com a medida de redução de impostos, os preços dos tablets devem cair em 36%.
A Receita também deve criar um código específico para os tablets, diferenciando-os dos notebooks. Atualmente, os produtos importados são classificados como palmtops.
A portaria interministerial que vai definir o processo produtivo básico (PPB) para tablets deve garantir ainda uma redução do IPI de 15% para até 3%.
O ministro Aloizio Mercadante fala no Senado no último dia 4 de maio (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil)
O ministro Aloizio Mercadante fala no Senado no último dia 4 de maio (Foto: Antonio Cruz / Ag. Brasil)
Fonte:
G1


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