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quinta-feira, 14 de julho de 2011

'Homem Gol', Renato usa experiência para inspirar reação do pior ataque


Renato Gaúcho tornou-se famoso pelos gols por Grêmio, Flamengo e até Seleção Brasileira. Artilheiro da Taça Libertadores e do Mundial Interclubes de 1983, ele ganhou o apelido de "Homem gol". O tempo passou, Renato virou técnico e agora comanda o sétimo pior ataque da história do Campeonato Brasileiro. Em nove partidas, o Furacão marcou apenas dois gols - empata, por exemplo, com o Flamengo do Piauí de 1978, com o Coletina de 1979 e com o Itabaiana de 1982. Para melhorar os números ofensivos do Atlético-PR, Renato usa a experiência dos tempos de atleta.
- Procuro mostrar muito para os jogadores, principalmente aos atacantes, a maneira como eu gostava de jogar - explicou Renato Gaúcho, que, mesmo não sendo atacante de referência, marcou vários e importantes gols durante a carreira.
Renato Gaúcho observa treino (Foto: Fernando Freire/Globoesporte.com)
Renato Gaúcho observa atacantes em treino no CT do Caju (Foto: Fernando Freire/Globoesporte.com)
A escassez de gols do Atlético-pR não pode ser explicada pelo baixo número de finalizações. Muito pelo contrário. O Furacão é o terceiro que mais chuta entre os 20 times do Brasileirão. Com 135 conclusões, ele fica atrás apenas de Atlético-MG e Coritiba - esses dois, porém, marcaram 12 e 15 gols, respectivamente. O motivo para o Rubro-Negro ter feito apenas dois gols é a falta de confiança, segundo Renato Gaúcho:
- É a cobrança, ele fica com medo de errar, é a confiança. Essa confiança, tenho procurado passar para o grupo, para que eles possam arriscar sem medo de errar, porque, quando você bate com medo de errar, a margem de erro aumenta. A partir do momento em que você vai com uma confiança maior, pode ter certeza que você tem grandes chances de acertar - explicou.
Para recuperar essa confiança, o técnico conversa bastante com o grupo. Segundo o meia Madson, isso já mudou o ambiente no clube.
- Ele elogia bastante, dá força, passa confiança. Ele dá aquilo que o jogador precisa, fala o que tem que falar, na hora certa. Eu tenho percebido que o astral, o clima de nós, jogadores, mudou um pouco. Pessoal está mais solto, mais alegre - disse Madson, o jogador do Atléitoco-PR que mais finalizou pelo Brasileirão, com 29 tentativas.
O próximo compromisso do Atlético-PR é contra o Vasco, às 18h30m de sábado, no Estádio de São Januário. Com dois pontos em nove jogos, o Furacão é o último colocado, seis pontos atrás do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento. Sétimo colocado, o Vasco, tem 14 pontos, quatro a menos que o Palmeiras, último integrante do G-4.
Fonte:
globoesporte.globo.com

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Renato Gaúcho é confirmado como o novo técnico do Atlético-PR


Renato Gaúcho não ficou desempregado nem cinco dias. Depois de deixar o Grêmio, na madrugada da quinta-feira, ele foi confirmado, nesta segunda-feira, como o novo técnico do Atlético-PR. O treinador substitui Adilson Batista, que pediu demissão no sábado passado, e assume a equipe em crise. Após sete rodadas, o Furacão marcou apenas dois gols e conquistou um ponto no Campeonato Brasileiro. Com isso, é o lanterna, seis pontos atrás do Atlético-GO, primeiro time fora da zona de rebaixamento.
- Sei que a situação do clube não é fácil, mas gosto de desafios e vou me esforçar para ajudar o Atlético na recuperação no Brasileiro. A torcida pode ficar tranquila que vou procurar ao máximo tirar o Atlético desta situação - disse ao site oficial do Atlético-PR.
Segundo o clube, Renato chega a Curitiba na quinta-feira. Pela manhã, ele será apresentado oficialmente à imprensa. De tarde, comanda os primeiros treinamentos do time rubro-negro. A estreia do treinador será na partida do próximo sábado, contra o Avaí, na Arena da Baixada. Antes, na quarta-feira, o Furacão visita o Internacional, sob o comando do interino Leandro Niehues.
No Tricolor gaúcho, Renato comandou a equipe em 66 partidas, com 59,6% de aproveitamento: 34 vitórias, 16 empates e 16 derrotas. No ano passado, ele levou o Grêmio da lanterna à quarta posição do Campeonato Brasileiro e, com isso, à vaga na pré-Libertadores de 2011. Na atual temporada, o time foi eliminado pelo Universidad Católica nas oitavas de final da competição continental e perdeu para o Internacional na decisão do estadual. No Brasileirão, o clube gaúcho ocupa a 12ª posição, com oito pontos em sete rodadas.
CHAMADA CARROSSEL - Renato Gaucho (Foto: EFE)
Renato: aproveitamento de 59,6% no Grêmio, seu último clube antes do Atlético-PR (Foto: EFE)

Trabalhos no Rio e na Bahia
Antes de assumir o Grêmio, Renato Gaúcho trabalhou no Bahia, onde chegou a liderar a Série B de 2010, mas caiu de produção. O técnico deixou o time de Salvador na sétima posição, a três pontos do G-4. No fim do ano, o Bahia conseguiu o acesso à primeira divisão.
Além de Grêmio e Bahia, Renato Gaúcho também passou pelo futebol carioca. No Rio, ele comandou três clubes: Fluminense, Vasco e Madureira. Pelo Tricolor, conquistou a Copa do Brasil de 2007, mas quase foi rebaixado dois anos mais tarde - foi substituído por Cuca durante o Brasileirão. Pelo Gigante da Colina, caiu para a Série B em 2008.
Antes, Renato era o 'Homem Gol'
Renato Gaucho Grêmio 1983 (Foto: Site Oficial do Clube)
Em 1983, Renato conquistou a
Libertadores e o Mundial pelo
Grêmio (Foto: Divulgação)
Antes de se tornar treinador, Renato foi atacante. Revelado pelo Esportivo-RS, ele se destacou no próprio Grêmio, onde conquistou a Taça Libertadores da América e o Mundial Interclubes em 1983. Nas duas competições, ele foi o artilheiro. Renato - apelidado de o "Homem Gol" - também foi campeão estadual em 1985 e 1986 pelo Tricolor. O atacante ainda passou por Flamengo, Roma-ITA, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG, Fluminense e Bangu, além de ter disputado a Copa de 90 pela Seleção Brasileira.



Fonte:
globoesporte.globo.com

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Renato Gaúcho contraria a lógica e se diverte nas entrevistas coletivas


Sobram exemplos de técnicos pouco afeitos ao convívio com profissionais de imprensa. Quase todos os dias é possível encontrar nas notícias esportivas alguma resposta atravessada, discussão, ironia, deboche ou rusga declarada entre um treinador e jornalistas, em qualquer país onde o futebol e a cobertura diária sejam fortes.
Renato Gaúcho contraria esta lógica. Concede com prazer duas entrevistas coletivas semanais, nas terças e nas sextas-feiras, além das obrigatórias conversas após os jogos.
O técnico do Grêmio não estabelece nenhum limite de tempo, não foge das perguntas e costuma permanecer na sala de conferências do Estádio Olímpico após o término da série de questionamentos.
Desligam-se os microfones, mas Renato Gaúcho permanece disposto à "resenha", como os profissionais do futebol chamam as conversas descontraídas. O rosto não consegue disfarçar a expressão de quem está ansioso pelas piadas. E ele sempre escolhe algum repórter para estabelecer a provocação do dia.
Para Renato Gaúcho, o contato com os repórteres não é uma obrigação profissional. Ele realmente gosta das entrevistas.
- Eu gosto desse momento. Tenho prazer nas entrevistas mesmo. O que eu mais gosto é de sacanear vocês (risos). Temos uma convivência saudável, conversamos duas ou três vezes por semana, respondo a todas as perguntas, brinco, conversamos em alto nível - afirmou.
Segundo Renato, entretanto, o bom tratamento recíproco entre Renato Gaúcho e os jornalistas não pode servir de motivo para arrefecer qualquer ímpeto crítico. Ele pediu aos jornalistas que saibam separar os momentos descontraídos daqueles em que uma opinião contrária às decisões do treinador seja necessária.
- Isso não quer dizer que vocês precisem me aliviar. Não faço isso para escapar das críticas - explicou, para completar: - Estou sujeito aos elogios e às críticas. Não é porque estou aqui um tempo maior conversando com vocês que vou querer que vocês me aliviem. Pelo contrário. Aí vocês não estariam sendo amigos. Eu quero receber as críticas construtivas.
Além das coletivas, Renato Gaúcho também procura os repórteres para as resenhas no pátio do Estádio Olímpico, antes dos treinos. Conversa por alguns minutos, sempre sobre amenidades, como sua resistência ao frio gaúcho, ou algum causo do passado. Nesta semana, invadiu a sala de imprensa de surpresa, para provocar e dar risadas.
Na tarde desta sexta-feira, a conversa de Renato com os repórteres durou mais de 40 minutos. E só foi interrompida porque o ônibus que levaria a delegação ao hotel destinado à concentração do grupo já o aguardava. Não fosse a urgência, Renato permaneceria contando histórias divertidas, provocando repórteres e defendendo-se de piadas e provocações também dirigidas a ele.
- O Seu Verardi disse que, a partir desse minuto, já está contando o tempo para a caixinha - afirmou o assessor de imprensa Vitor Rodriguez, alertando com bom humor a Renato que o supervisor Antônio Carlos Verardi aplicaria uma multa ao treinador em caso de atraso na saída do ônibus.
Renato Gaúcho durante coletiva do Grêmio (Foto: Wesley Santos / PressDigital)
Renato Gaúcho sente prazer com as 'resenhas' (Foto: Wesley Santos / PressDigital)
Renato Gaúcho conversa com repórteres (Foto: Eduardo Cecconi/Globoesporte.com)
Renato Gaúcho na sala de imprensa do Olímpico (Foto: Eduardo Cecconi/Globoesporte.com)
Fonte:


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Gilberto Silva faz questão de atender ao torcedor do Grêmio no Olímpico

Um pátio separa o Estádio Olímpico e o campo suplementar utilizado pelo grupo do Grêmio para treinos. Habitualmente, dezenas de torcedores aglomeram-se todos os dias na cerca que delimita a região restrita aos profissionais do clube ou da imprensa para pedir, à distância, autógrafos e fotos.



Quando os jogadores deixam o campo rumo ao vestiário principal do Olímpico ouvem os gritos dos torcedores. Alguns atendem, outros não. E na tarde desta quinta-feira, em seu primeiro dia na casa tricolor, o volante Gilberto Silva fez questão de atender aos apelos.
Após rápida conversa com o assessor de imprensa Vitor Rodriguez, Gilberto Silva improvisou uma sessão de autógrafos e fotos, para delírio dos gremistas - antes mesmo da apresentação oficial como novo reforço do clube.
Pouco antes, Gilberto Silva assistira ao final do coletivo comandado por Renato Gaúcho, com quem conversou por alguns minutos ainda no gramado. O volante será apresentado ainda nesta quinta-feira.
Gilberto Silva com torcedores do Grêmio (Foto: Eduardo Cecconi/Globoesporte.com)
Gilberto Silva distribui autógrafos para os torcedores do Grêmio (Foto: Eduardo Cecconi/Globoesporte.com)
Gilberto Silva e Renato Gaúcho (Foto: Eduardo Cecconi/Globoesporte.com)
Renato Gaúcho e Gilberto Silva, no campo suplementar (Foto: Eduardo Cecconi/Globoesporte.com)
Fonte:

sábado, 9 de abril de 2011

Renato abre o jogo e fala sobre saudade do Rio e ciúmes da filha


No passado ele disse que desfilaria nu por Ipanema, que dormiu com mais de mil mulheres e se denominou o rei do Rio de Janeiro. Estes são apenas alguns exemplos de inúmeras frases que tanto deram o que falar. O personagem em questão é Renato Portaluppi, o Renato Gaúcho. Mas a história agora é outra. A tão famosa irreverência anda sumida. O treinador do Grêmio se diz mais experiente, querendo fugir das polêmicas que o acompanhavam de perto.
A mudança do Rio de Janeiro para Porto Alegre, que aconteceu no ano passado após assumir o comando do Grêmio, é um dos fatores determinantes para isso. Em bate-papo com o GLOBOESPORTE.COM, Renato confessa que a saudade da cidade que o acolheu tão bem é grande. No Sul, além de não ter a tão querida praia de Ipanema, ele não consegue nem se mudar para um apartamento em função do enorme assédio dos gremistas que o idolatram. Renato ainda mora em um hotel.
Mas o mais agoniante é a distância da filha Carolina, de 16 anos. Assumidamente ciumento - chegou a dizer que instalou uma câmera em seu quarto com a desculpa da saudade - Renato Gaúcho não desgrudou da herdeira um segundo sequer nos dias em que esteve no Rio para a disputa do Mundial de Futevôlei 4x4. E diz que foi por ela que aceitou o desafio de treinar o clube onde é ídolo. Mas, mesmo com todos os contras, garante que não houve arrependimento com a decisão e sonha levar o Grêmio à conquista da Libertadores, que venceu como jogador. Confira abaixo a íntegra da entrevista.
GLOBOESPORTE.COM: É nítido como no Rio de Janeiro você se sente em casa. Do que mais sente falta desde que se mudou para Porto Alegre?
Renato: Sinto muita falta da praia, do futevôlei, do calor... Aqui é verão o ano todo. Nunca estive tão branco na minha vida (risos). Antes do Mundial estava há mais de três meses sem jogar futevôlei. Sinto uma saudade imensa da Carol (sua única filha) também. Mas tenho de trabalhar, não é? Se eu fosse rico estaria aqui agora levando esta rotina que eu sempre gostei muito.
A saudade da Carolina deve mesmo ser grande. Você não desgrudou dela um minuto sequer enquanto não estava jogando futevôlei. É a parte mais difícil? Como é sua relação com ela?
 Com certeza. Sempre que posso estou com ela. Temos uma relação muito aberta, falamos sobre todos os assuntos sem qualquer problema. Ela sempre abre o jogo comigo. E eu, como é dever de todo pai, aconselho sobre qualquer coisa. Sou mais velho, com uma grande experiência de vida. E ela está com 16 anos, perto de completar 17, tem muito o que aprender.
Você sempre foi ciumento quando o assunto é a Carolina. Chegou a dizer que tinha instalado uma câmera no quarto dela para monitorar a vida amorosa (confira o vídeo abaixo). Como consegue separar esse lado?
Eu sou muito ciumento com ela mesmo. Mas nossa relação, como eu falei, é aberta. Ela me conta tudo. Mas a Carol está crescendo, já está com 16 anos... Essa é a fase em que acontecem os namoros, fica querendo sair mais... Não posso estar 24 horas ao seu lado. Só espero que ela saiba se defender se algo acontecer. Mas deixa essa coisa da câmera para lá.
Já pensou em levá-la com você para Porto Alegre?
Não tem como, infelizmente. A vida dela está aqui, precisa completar o colégio... Mas eu tenho de trabalhar. Faço isso por ela, não deixo faltar uma coisinha sequer na sua vida.
Como é a sua nova rotina em Porto Alegre? Como substituir os prazeres que tanto te fazem falta?
Não tem como. Eu moro em um hotel. Minha vida se resume a sair, ir para os treinos, voltar para o hotel, ir para os jogos e depois voltar mais uma vez para o hotel. Essa é a rotina. Eu não tenho como sair nas ruas. Aqui eu posso jantar em um restaurante, curtir minha praia... Tem assédio, mas não como é em Porto Alegre.
Você já foi idolatrado pelas torcidas do Flamengo, onde conquistou um Campeonato Brasileiro, do Fluminense, onde marcou o histórico gol de barriga, e do Vasco onde fez grandes trabalhos como treinador... Já viu algo parecido como o carinho dos gremistas?
Sei como é o carinho dos cariocas, mas não existe nada parecido com o que passo em Porto Alegre.  Eu não consigo sair nas ruas. Não tem como, não dá nem para andar. Fiz gols importantíssimos como os da final do Mundial e o carinho pelo clube é imenso também. Mas é uma realidade. Por exemplo, moro até hoje em um hotel porque nem em prédio residencial tem como. Se descobrem vai ter gente batendo na porta, os vizinhos vão se incomodar, além de querer tirar uma casquinha também...
Falando desta maneira, parece até que bate um arrependimento de ter aceitado o convite para retornar ao Olímpico... Você sente isso?
Claro que não. Não há qualquer tipo de arrependimento. Comecei no Grêmio, foi uma honra ter recebido o convite. Além disso eu precisava trabalhar e o Grêmio oferece uma estrutura maravilhosa.
O Renato Gaúcho frasista e polêmico de outros tempos parece ter ficado no Rio de Janeiro. O que aconteceu? Está realmente mais calmo?
É por aí mesmo... Estou mais calmo... E mais experiente também... Estou com 48 anos e prefiro falar pouco. Não quero me estressar e acabar entrando em qualquer tipo de provocação.
Após muitos anos comandando clubes do Rio de Janeiro, como é mudar para o Sul, que tem um futebol tão característico?
Sou gaúcho e conheço muito bem o futebol do Sul. Tanto é que tive um começo maravilhoso, sem problemas de adaptação. Ano passado terminamos entre os quatro primeiros do Brasileiro, este ano conquistamos o primeiro turno do Gaúcho e estamos lutando na Libertadores. E todos nós queremos muito mais.
Nesta temporada, uma das grandes apostas foi Carlos Alberto, outro velho conhecido dos gramados cariocas. Você já foi até criticado por escalá-lo. Como ele está? Vale a aposta?
Claro que vale. Ninguém discute a qualidade do Carlos Alberto. Foi um jogador que eu lancei no Fluminense com 17 anos. É um vencedor, mas ele precisa se ajudar. Apoio da diretoria, do técnico, da comissão e dos jogadores ele tem. Agora ele precisa retribuir. Mas se vale a aposta? Vale sim.
Renato Gaúcho, técnico do Grêmio, em Lima (Foto: Divulgação/Site oficial do Grêmio)
Renato Gaúcho, técnico do Grêmio, em Lima (Foto: Divulgação/Site oficial do Grêmio)
Renato Gaúcho Filha (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Renato não largou a filha Carolina durante o Mundial de Futevôlei (Foto: André Durão/Globoesporte.com)

Fonte:



terça-feira, 15 de março de 2011

Renato diz que 'passou um trote' ao falar que poderia assumir o Flu


Em Lima, para jogo pela Libertadores, técnico do Grêmio diz que estava brincando ao falar com jornalista sobre interesse do clube carioca


Um trote. Foi assim que Renato Gaúcho justificou sua declaração de que haveria grande chance de assumir o Fluminense. De Lima, no Peru, onde o Grêmio se prepara para enfrentar o León de Huánuco nesta quinta-feira, pela Taça Libertadores, o treinador disse que pregou uma peça no jornalista Jorge Kajuru, do Esporte Interativo.
- Eu recebo sete, oito trotes por dia. Depois de horas de voo, eu brinquei. Todo mundo brinca, não? Passei um (trote) hoje e me dei bem.
A confusão envolvendo o técnico começou quando Jorge Kajuru divulgou, nesta terça-feira, uma conversa telefônica com Renato. Nela, o ídolo gremista admite que poderia assumir o lugar deixado por Muricy Ramalho no Fluminense.
O diálogo divulgado foi o seguinte:
Jorge Kajuru: O que eu falo sobre você no Fluminense, a chance é zero?
Renato: Eu não te falei nada, mas a chance é grande.
Jorge Kajuru: Desculpa, eu não entendi.
Renato: Tem chance, sim, mas eu não te falei nada.
Renato Gaúcho já teve quatro passagens pelo Fluminense. Assumiu o clube em 2003 (duas vezes), de 2007 a 2008, quando foi campeão da Copa do Brasil e chegou à final da Taça Libertadores, e por último em 2009.
Já pelo Grêmio, ele assumiu no meio do Brasileirão do ano passado e levou o time à Taça Libertadores. Em 2011, avançou para a fase de grupos da competição sul-americana e conquistou o primeiro turno do Campeonato Gaúcho.
O Tricolor gaúcho está com seis pontos, em segundo lugar no Grupo 2 da Libertadores. A três pontos do líder Junior Barranquilla, a equipe joga em Huánuco pela quarta rodada da primeira fase, às 17h (de Brasília) de quinta-feira.
Renato Gaúcho no jogo do Grêmio (Foto: Divulgação / Site Oficial do Grêmio)
Renato, hoje no Grêmio, já teve quatro passagens pelo Flu (Foto: Divulgação / Site Oficial do Grêmio)

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