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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Universitária baleada no rosto em SP corre risco de ficar cega, diz tio




A universitária baleada no rosto na noite de quinta-feira (6), minutos depois de deixar de carro o campus da Universidade de São Paulo (USP), na região do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo, corre o risco de perder a visão do olho direito, segundo informou um parente da vítima ao G1nesta sexta (7).

Camila Fernandes da Silva, de 22 anos, que cursa o terceiro ano de ciências biológicas da USP, está internada no Hospital das Clínicas, na capital paulista. Segundo o tio da estudante, o consultor de atendimento Mário Bassi, os médicos ainda irão avaliar se ela será submetida a uma cirurgia para a retirada da bala que ficou alojada entre os olhos.
“Ela não corre risco de morrer, está internada, consciente e falando, mas pode perder uma das visões, segundo os médicos informaram à família. Ainda não sabemos ao certo, mas parece que a bala atingiu o olho direito dela ou entrou no rosto perto do olho direito, não sei. Só sabemos que ela corre o risco de ficar cega desse olho. Graças a Deus ela não morreu, mas é lamentável o que ocorreu. Uma falta de segurança absurda naquela região”, disse Bassi.
Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa do HC informou apenas que o quadro de saúde da universitária baleada era estável nesta manhã.
A Polícia Civil investiga o caso, que foi registrado inicialmente no 14º Distrito Policial, em Pinheiros, mas deverá ser apurado pelo 93º DP, no Jaguaré. Policiais querem saber se existem câmeras de monitoramento de segurança na região onde ocorreu o crime para tentar identificar o suspeito de ter atirado em Camila. O agressor fugiu e ainda não foi identificado ou localizado.
A polícia também apura se a jovem reagiu à tentativa de assalto, quando parou seu Meriva prata no sinal vermelho da Avenida Escola Politécnica em frente à entrada do Parque dos Príncipes, próximo à Rodovia Raposo Tavares, no Rio Pequeno.
Quando foi abordada na avenida, ela já havia deixado o campus da USP, pelo portão 3, na Avenida Corifeu de Azevedo Marques. Segundo a polícia, um homem se aproximou e bateu no vidro do veículo da jovem para anunciar o assalto. Ela teria se assustado e o criminoso atirou três vezes.

“Não sabemos se ela reagiu ou não. Ela é calma. Talvez ela tenha se assustado com o bandido, deixou o carro ‘morrer’, não sei”, comentou o tio de Camila.

Um dos disparos atingiu o rosto da universitária, segundo um estudante que passava de carro pelo local e socorreu Camila. “Ela só falou que foi tentativa de assalto. Acho que ela tentou fugir”, disse o rapaz, que não quis se identificar.

Ele levou a jovem para o Hospital Sara Kubitschek, na região do Rio Pequeno. Posteriormente, Camila foi transferida para o HC. O tio da estudante reclamou da demora no atendimento. “A ambulância que ia levá-la para o HC deveria demorar 40 minutos, mas levou quase duas horas para chegar. Lamentável”, disse Bassi.

No caminho, a estudante avisou os pais sobre o crime. O pai da menina, que também não quis ser identificado, contou que a filha só ia para a faculdade de carro uma vez por semana, e reclamou da falta de segurança. “Um caminhoneiro que ajudou a socorrer a minha filha falou que teve dois assaltos só semana passada”, afirmou.
Fonte:
G1

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

TJ-RJ condena Google a indenizar bombeiro por fotos de nudez em site



O bombeiro José Albucacys durante o carnaval de 2009 (Foto: Divulgação)
O bombeiro José
Albucacys durante o
carnaval de 2009 (Foto:
Divulgação)

 10ª Câmara  Cível do Tribunal de Justiça doRio de Janeiro (TJ-RJ) condenou a Google Brasil a pagar uma indenização de R$ 10 mil, por danos morais, ao bombeiro José Albucacys Manso de Castro Júnior por ter fotos suas praticando gestos obscenos veiculadas em um site da empresa. Cabe recurso.
O G1 entrou em contato com o escritório que representa José Albucacys e aguarda retorno. Já a assessoria da Google Brasil informou que aguarda uma posição do departamento jurídico para se pronunciar oficialmente sobre o caso.
Albucacys - que também atua como modelo - ganhou fama ao posar para o calendário oficial do Corpo de Bombeiros, em 2003, que teve Luma de Oliveira como madrinha.
Fonte:
G1

Filho do goleiro Bruno muda-se com a mãe de Eliza para Campo Grande


Bruninho no colo da avó, Sônia Fátima Moura (Foto: Reprodução TV Morena)
Bruninho no colo da avó, Sônia
Fátima Moura (Foto: Reprodução TV
Morena)
Bruninho, filho de Eliza Samudio e do goleiro Bruno Fernandes, e a mãe da modelo, Sônia Fátima Moura, deixaram o distrito de Anhanduí e mudaram-se para Campo Grande há cerca de 30 dias. A informação foi confirmada ao G1 pela advogada da família, Maria Lúcia Gomes.



Segundo a advogada, a avó de Bruninho tinha planejado a mudança pois queria dar melhores condições de educação e atendimento psicológico à criança. Há algum tempo Sônia teria recebido ameaças por telefone, mas Maria Lúcia descartou que este tenha sido o motivo da decisão. Sônia ainda aguarda que a Justiça analise o pedido de guarda definitiva do neto.
Caso Eliza
O goleiro Bruno está preso na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, Minas Gerais. Ele e outras três pessoas, Luiz Henrique Romão (Macarrão), Sérgio Rosa Sales e Marcos Aparecido dos Santos (Bola) vão a júri popular, segundo a Justiça do estado, pela morte e ocultação do cadáver de Eliza Samudio.
Outros quatro réus, Dayanne Souza, Fernanda de Castro; Elenilson da Silva e Wemerson Marques, também vão a júri popular, pelo sequestro da jovem.
Fonte:
G1

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Polícia diz que homem contratado para matar forjou crime com ketchup


A polícia de Pindobaçu, município a 400 km de Salvador, foi surpreendida com uma história inusitada a partir de uma queixa de roubo. Uma mulher teria procurado a delegacia da cidade alegando que R$ 1 mil teriam sido tomados por assalto por um homem. Ao encontrar o suspeito, a polícia descobriu que o homem tinha sido contratado pela mulher para assassinar uma pessoa.
No entanto, em acordo firmado com aquela que seria sua vítima, o homem optou por não cometer o crime e decidiu encenar a morte usando molho de ketchup e uma faca. Em seguida, ele tirou uma fotografia da 'morta', entregou à mandante como prova da ação e recebeu o pagamento. A trama foi descoberta quando a mulher que deveria estar morta foi avistada pela mandante, na feira da cidade, aos beijos com aquele que seria o seu assassino, alguns dias após a entrega da foto.
O caso aconteceu no dia 24 de junho, mas foi divulgado esta semana pela polícia de Pindobaçu, cidade com pouco mais de 20 mil habitantes. Segundo o delegado Marconi Almino de Lima, o homem alegou que teria aceito o serviço porque estava sem emprego e precisava de dinheiro. No entanto, ao perceber que a vítima era sua “conhecida”, resolveu bolar o plano.
Para dar mais realidade à fotografia apresentada como prova do crime, o homem levou a vítima para um matagal, amarrou seus braços e pernas e a amordaçou, além de inserir uma faca entre o braço e o peito da mulher, simulando um esfaqueamento. O ketchup serviu para forjar o sangue. Marconi Almino de Lima explicou que ninguém está preso, mas os três envolvidos respondem a processos na Justiça. "A mandante está respondendo por ter encomendado o crime, já o homem responde pelo crime de extorsão e a mulher que seria a vítima responde por co-participação na trama", explicou o delegado.
Repercussão na cidade
O fato repercutiu na cidade de Pindobaçu. Funcionários de órgãos públicos e de estabelecimentos comerciais contaram ao G1 que na cidade a história foi interpretada com humor, devido ao plano "bem montado" pelo homem e por sua 'vítima', como contou uma moradora da cidade. "Até hoje ainda se comenta pela rua", revelou uma funcionária da prefeitura.
Fonte:
G1

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Com agenda cheia, miss Universo diz que só deve ir a Angola em dezembro



Miss deve deixar o Brasil nesta quinta se conseguir visto (Foto: Clara Velasco/G1)
Miss deve deixar o Brasil
nesta quinta se conseguir
 o visto (Foto: Clara
Velasco/G1)

A angolana Leila Lopes, de 25 anos, eleita miss Universo 2011, afirmou nesta quarta-feira (14) que só deve voltar ao seu país em dezembro deste ano por causa dos seus compromissos como miss. "Tenho uma agenda a cumprir, a organização [do Miss Universo] já agendou tudo. Então para o meu país vou em dezembro", disse, em entrevista ao G1 no início da tarde, no Consulado dos EUA, na Zona Sul de São Paulo. "Já tenho viagem agendada para Cingapura, depois Indonésia. Fico viajando o mundo todo."
Leila disse como se sente com o título de Miss Universo 2011, disputado com outras 88 mulheres de todo o mundo nesta segunda-feira (12). “Me sinto uma menina muito abençoada. A organização é maravilhosa, já estou a me sentir bem protegida, então posso dizer que estou muito feliz”, afirmou.
Apesar de não ter feito dieta durante as preparações para o concurso, Leila disse que tem se rendido mais aos doces após a competição. "Já estou comendo melhor, como coisas doces, sorvetes, mesmo tendo comido bastante durante o concurso."
Partida do Brasil
A miss disse que apenas aguarda a saída do seu visto americano para deixar o Brasil e partir para Nova York, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (15). “Estou esperando meu visto. Se até amanhã sair, eu vou, pois tenho uma agenda a cumprir. Já está todo mundo à espera. Então estamos aqui a torcer, com os dedos cruzados para que saia o mais rápido possível e para que eu possa ir amanhã”, disse.
Segundo ela, seu visto inicial será de visita, pois não foi possível entregar todos os documentos para conseguir o visto de trabalho a tempo. Os outros procedimentos para que ela consiga ficar nos Estados Unidos durante um ano devem ser concluídos no próprio país.
Apesar de já estar deixando o Brasil, Leila Lopes disse que pretende voltar outras vezes. “Eu adoro o Brasil, o Brasil é uma maravilha. [Gosto] do povo, da comida, do clima, muito parecido com o da Angola, das músicas, da cultura brasileira no geral”, contou. "Antes de ganhar o concurso, estava programado de ir para o carnaval com a miss Brasil e a miss Bolívia, mas felizmente ganhei e infelizmente não vou poder participar."
Racismo
A miss ainda falou sobre as declarações racistas feitas após o anúncio da sua vitória. Mensagens em português e em inglês postadas num site internacional que se define nacionalista branco e possui adeptos do ditador nazista Adolf Hitler compararam a ganhadora do título de mais bela do mundo a uma "macaca". Segundo a miss, algumas pessoas ligaram para perguntar se ela tinha visto as declarações. "Vi os comentários. Racismo não me afeta de maneira nenhuma. Não me afeta nem um pouquinho."
Fonte:
G1

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Vistoria aponta que 76 bueiros têm alto risco de explodir no Rio



Um bueiro soltou fumaça em Copacaba na manhã desta segunda (12) (Foto: Reprodução / TV Globo)
Um bueiro soltou fumaça em
Copacabana na manhã desta
segunda (12) (Foto: Reprodução/
TV Globo)

Em um mês de monitoramento, os agentes da Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos do Rio de Janeiro constataram que 76 bueiros da cidade apresentaram alto risco de explosão. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (12), pela própria Secretaria. Em nota, o órgão informou que 4.225 caixas subterrâneas foram vistoriadas.

As equipes percorreram as principais ruas da Tijuca, na Zona Norte, Copacabana, Ipanema, Botafogo, Flamengo, Catete, Laranjeiras e Cosme Velho, na Zona Sul, e Centro.
De acordo com a prefeitura, em todos os casos o protocolo de emergência foi acionado, com a comunicação imediata ao Centro de Operações Rio e as concessionárias Light e CEG. Os bueiros foram isolados e sinalizados para reparo imediato pelas concessionárias.

O monitoramento terá duração de seis meses, e é uma iniciativa da Prefeitura do Rio, do Governo do Estado, do Ministério Público e do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ).

A Light informou que equipes da concessionária acompanharam as inspeções e que, quando identificados índices anormais de presença de gás em caixas subterrâneas, são adotados os procedimentos de rotina, com a retirada das tampas, para facilitar a ventilação e dissipação do gás, e isolamento do entorno.
A concessionária informou, ainda, que continua trabalhando para concluir o Plano de Manutenção Emergencial para recuperar toda a rede subterrânea. Segundo a empresa, o monitoramento da rede será ampliado por meio de sensores instalados nas câmaras transformadoras.

O G1 entrou em contato com a CEG, mas a concessionária ainda não se pronunciou sobre o balanço divulgado pela prefeitura.

Bueiro solta fumaça em Copacabana
Pela manhã, um bueiro soltou fumaça na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Técnicos da Light foram acionados para o local.
Segundo a concessionária, a presença de água em uma caixa subterrânea provocou a eliminação de vapor. Funcionários da companhia já trabalham na retirada da água do local. Não houve interrupção no fornecimento de energia.

De acordo com testemunhas, o bueiro fica próximo ao número 577. Não há informações sobre feridos.

Curto-circuito no Leblon

No domingo (11),três bueiros soltaram fumaça pela manhã, no Leblon, também na Zona Sul. Segundo a Light, a fumaça foi provocada por um curto-circuito em um cabo da rede elétrica. Segundo a empresa, as três tampas dos bueiros foram deslocadas.
As caixas subterrâneas ficam dentro de um condomínio na Avenida Ataulfo de Paiva, esquina com Avenida Borges de Medeiros. Bombeiros do quartel da Gávea chegaram a ser enviados para o local. Segundo a corporação, ninguém ficou ferido.
Vistoria
A prefeitura do Rio anunciou, no dia 5 de agosto, que uma empresa terceirizada foi contratada para vistoriar os bueiros na cidade. Na época, a prefeitura informou que a iniciativa previa a inspeção de 10 mil bueiros por mês, mesmo que não houvesse risco de explosão. O serviço é realizado pela Concremat, contratada em caráter emergencial por seis meses. O contrato custará aos cofres públicos cerca de R$ 4,2 milhões.
De acordo com a prefeitura do Rio, doze equipes trabalham em turnos diurno e noturno. O monitoramento é feito em caixas de inspeção e câmaras transformadoras. Os técnicos utilizam detectores para verificar a presença de gás inflamável e explosivos. A incidência de altas temperaturas também é checada com o apoio de um termovisor.
Quando um bueiro com risco de explosão é encontrado, o protocolo de emergência é acionado, comunicando o problema imediatamente ao Centro de Operações Rio e as concessionárias Light, de energia elétrica, e CEG, de gás.
Fonte:
G1

sábado, 3 de setembro de 2011

Governo pede devolução de R$ 30 mi concedidos a bolsistas no exterior


O Tribunal de Contas da União (TCU) analisa processos que pedem a devolução de pelo menos R$ 30 milhões concedidos por órgãos do governo federal em forma de bolsas de estudo de pós-graduação no exterior.
Os valores consideram os 115 processos encaminhados pela Controladoria-Geral da União (CGU) ao tribunal em 2010, que envolvem casos de prestação de contas irregular, pessoas que receberam os valores mas não concluíram os cursos e bolsistas que foram para o exterior e não retornaram ao Brasil.
São bolsas de estudos concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ligada ao Ministério da Educação.
No fim de julho, o governo anunciou uma parceria entre Capes e CNPq, o programa Ciência Sem Fronteiras, que prevê 100 mil bolsas de intercâmbio nas principais universidades do exterior para estudantes do nível médio ao pós-doutorado (veja no vídeo acima).
A CGU apontou irregularidades no relatório de 2010 das tomadas de contas especiais, que são processos instaurados pelos órgãos do governo federal quando os danos ao erário superam R$ 23 mil.
Conforme a Controladoria, os processos foram repassados para julgamento do TCU. Somente no ano passado, foram 108 processos relativos ao CNPq, que somam R$ 29,5 milhões, e sete da Capes, no valor total de R$ 1,3 milhão, totalizando 115 constatações de supostas fraudes.
Esses casos se referem a bolsas concedidas entre 1999 e 2009, mas os processos foram instaurados somente no ano passado. Os processos pedem a devolução de, em média, R$ 260 mil -- há casos de valores que chegam a R$ 500 mil. A maioria dos casos ainda não foi analisada pelo TCU.
Em consulta ao site do tribunal, o G1 localizou cerca de 70 decisões relativas a bolsas da Capes e do CNPq. São processos encaminhados desde 2003 ao TCU, nos quais foram publicados acórdãos que determinam a devolução de quantias.
CNPqO vice-presidente e diretor de Cooperação Institucional do CNPq, Manoel Barral Neto, diz que são poucos os casos de fraude envolvendo bolsistas, em comparação com o universo total de bolsas concedidas. Em relação a bolsas no exterior, segundo ele, foram concedidas 3,2 mil bolsas e 16 casos de estudantes que foram, não voltaram e não ressarciram os cofres públicos.
"Quando abre processo, muitos resolvem a situação. A gente tenta negociação mais amigável. Não havendo acordo, a gente manda para o TCU. Quando sentem que ficou sério, negociam. Em grande parte dos casos, há acordo no TCU", diz Barral Neto.
Conforme o vice-presidente do CNPq, todos os bolsistas que saem do país para estudar assinam termo de compromisso que os obriga a permanecer no Brasil após o curso pelo mesmo tempo em que ficaram no exterior,. Caso contrário, têm de devolver os recursos. Eles mandam um relatório anual sobre o curso e também precisam apresentar certificado de conclusão.
Para Barral Neto, o aumento de bolsas para o exterior previsto não preocupa o governo. Para ele, não haverá incremento nas irregularidades relativas às bolsas.
"O processo, atualmente, de prestação de contas já é rigoroso. A gente detecta todos esses casos e vamos manter o mesmo sistema de controle. Nos relatórios analisados, não há nenhuma evidência de que precisemos tornar a coisa mais rígida."
Pós-graduandosNa avaliação de Elisangela Lizardo, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos, os casos de "fuga de cérebros", quando os profissionais não retornam ao Brasil, são poucos.
"O governo tem por política cobrar de volta dos que não voltam, e a gente acha que é importante uma negociação, solução que não prejudique, mas a gente respeita essa decisão de cobrar uma responsabilidade com o recurso público da população. Mas é um número pequeno. A evasão não é significativa e tem sido cada vez menor."
Ela diz que a maioria dos casos é de alunos que obtêm melhores oportunidades de trabalho durante o curso e acabam ficam no exterior. Mas há ainda, segundo ela, situações em que o estudante precisa deixar o curso e também fica em situação irregular, uma vez que a apresentação da certidão de conclusão é obrigatória.
Elisângela Lizardo afirma que o aumento das bolsas vai ajudar a comunidade científica, mas ainda é preciso mais políticas, principalmente voltadas para a pesquisa dentro do Brasil.
"Falta política de valorização das bolsas", diz. Segundo ela, atualmente um aluno de mestrado ganha cerca de R$ 1,2 mil como bolsa, o que ela considera "pouco" para um profissional formado que ganharia muito mais no mercado.
Engenheira fez acordo
A engenheira Maria Angélica Fonseca Krause é uma das ex-bolsistas que responderam a processo no TCU.
No ano passado, fez acordo com o tribunal para o pagamento de R$ 100,6 mil em 96 parcelas após o tribunal afirmar que ela cometeu irregularidade por ter ido estudar na Alemanha e não ter retornado ao Brasil.
Ela obteve bolsa do CNPq em 1991 para um doutorado em Ciência naturais na Technische Universität Braunschweig, na Alemanha. O processo começou em 2009.
A defesa da engenheira afirmou ao G1 que argumentou que não houve má fé por parte da pesquisadora uma vez que o órgão em que ela trabalhava antes de ir para a Alemanha, um instituto de pesquisa em Joinville (SC), fechou.
No acórdão, o TCU admite que não houve má fé. Mesmo assim, determinou a devolução da quantia. A defesa diz que, além de ficar na Alemanha, ela não se lembrou de que precisava remeter a tese ao governo brasileiro. Afirmou ainda que ela se casou com um alemão e hoje mora na Itália, onde trabalha na área de energia solar.
Fonte:
G1

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